A ordem dos fatores altera o produto

Faz diferença a afirmação acima, é ela verdadeira? No mundo da matemática, não; pois independente da ordem dos fatores o resultado sempre será o mesmo. Mas e na matemática da vida espiritual, faz diferença a ordem dos fatores? Podemos até pensar que não; mas sim, faz diferença. O resultado esperado dependerá da ordem dos fatores. Não podemos esperar resultado diferente, se aplicarmos os fatores do mundo, o pensamento humano, na matemática espiritual. O resultado, quando assim fazemos, é completamente diferente.

Imaginemos a seguinte situação: somente vou amar as pessoas que me amarem. Vou procurar nas pessoas o amor, vou procurar as pessoas, vou honrá-las por que elas me honram, vou ajudá-las porque elas em ajudam, vou estar junto com quem quer estar junto comigo. Vou servir quem me servir. Somente vou fazer para os outros o que fizerem para mim. É essa a matemática que Jesus nos ensinou?

Não, esta matemática que muitas vezes pensamos, e se não pensamos, fazemos e vivemos no nosso dia a dia, não é o exemplo dado pelo nosso Deus e Pai, e pelo Senhor Jesus. Se tivessem aplicado esta matemática para as nossa vidas, certamente estaríamos abandonados em nossa condição de separados de Deus. Pois, por mais que nos esforcemos, por mais que desejarmos, somos incapazes de alcançar, pelo nosso esforço a graça e o amor do Pai e de lhe er agradáveis.

O que precisamos refletir e mudar em as nossa atitudes, é avaliarmos o comportamento de nosso Deus, pois devemos ser, como Paulo afirmou:  “Vocês são filhos queridos de Deus e por isso devem ser como ele.” (Efésios 5:1, NTLH). Como é e qual a atitude de nosso Deus neste tipo de quesito? Ele esperou que o alcançássemos, que fôssemos iguais a ele para nos aceitar? Deus esperou e espera que mudemos a nossa atitude, que nos tornemos iguais a ele para nos aceitar e permitir que entremos em sua presença? Não foi ao contrário? “Mas Deus nos mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado.” (Romanos 5:8, NTLH). Interessante pensarmos nesta matemática espiritual. O quanto temos seguido a mesma atitude de nosso Deus? O quanto temos imitado? Ou estamos imitando e seguindo a prática de quem vive separado de Deus? E continuamos mortos em nossos delitos e pecados, deixando-nos consumir por nosso orgulho, egoísmo, arrogância, prepotência e especialmente, nossa ignorância espiritual.

Até quando continuaremos a praticar a matemática da carne? Do pensamento humano? Quando tomaremos a decisão de morrer para nós e praticaremos a lei de Cristo? Até quando viveremos em cima de nossos tamancos, e não adotaremos a mesma atitude de Cristo, nosso Senhor?  “Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha: Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte — morte de cruz. Por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes,” (Filipenses 2:5-9, NTLH).

Esta é a natureza de Deus, está é a matemática do amor, esta é a matemática de nosso Deus. Fazer sem receber, fazer sem ter a certeza do retorno. Fazer porque ama, amar porque o nosso Deus ama. Isto que precisamos aprender e recebemos da natureza de Deus, para sermos iguais a ele. Sem mais e sem menos. Somente sermos seus imitadores, recebemos da natureza divina para sermos semelhantes ao nosso Pai. “O poder de Deus nos tem dado tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade. Desse modo ele nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu. Ele fez isso para que, por meio desses dons, nós escapássemos da imoralidade que os maus desejos trouxeram a este mundo e pudéssemos tomar parte na sua natureza divina.” (2 Pedro 1:3-4, NTLH).

Existe dúvida de como devemos viver? Existe dúvida que se aplicarmos a matemática humana, estamos falhando em sermos filhos de Deus? Morramos para nós mesmos! Vivamos como filhos de Deus!