“Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação.” (Salmos 146:3, BEARA). “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no Senhor, seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade.” (Salmos 146:5-6, BEARA). “(o Senhor) Não faz caso da força do cavalo, nem se compraz nos músculos do guerreiro. Agrada-se o Senhor dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia. ” (Salmos 147:10-11, BEARA).
Vivemos os nossos desafios diariamente, muitas vezes nos angustiamos, muitas vezes manifestamos ansiedade, ficamos estressados pelas incertezas do futuro, do que ocorrerá, se teremos ou não o sustento, se teremos ou não emprego para pagar as contas, para levar o alimento para casa, para sermos o provedor. Nos preocupamos com a violência que vivemos nos nossos dias, pensamos que até são piores que eram no passado. Preocupamos com as condições de vida, a sociedade, temos medo de criar nossos filhos, como se hoje fosse muito pior que era no passado. Será que hoje é pior? Será que o homem se tornou pior? Será que as condições de sustento são piores que no passado? Houve mudança efetiva na natureza do homem?
Não são os governantes, não é o nosso braço, não são as nossas decisões que nos dão condição melhor ou pior de vivermos neste mundo. Hoje os dias não são piores que eram no passado. A falta de emprego, sempre foi um problema sério em todas as sociedades em todas as épocas. A existência de assassinos, de ladrões nunca alterou. Drogas, alucinógenos sempre foram um problema na sociedade. A angústia, a ansiedade, o estresse sempre foram um problema para o homem. Podemos achar que somos mais aflingidos que foram no passado, mas se tivéssemos condições de voltar e questionar as pessoas de cada época veríamos que a condição interna do homem nunca mundou e que para ele a sua época era muito difícil.
Como devemos viver? Como devemos nos portar neste mundo? O que o nosso Deus nos deseja ensinar na sua grande misericórdia, graça e bondade revelada a nós através de seu filho?
Todas as tribulações, todas as dificuldades que passamos, todos os nosso temores e receios, tem um só propósito: aprender a confiar em Deus. Aprender que ele é o nosso descanso, o nosso refúgio bem presente. Não existe outro lugar onde podemos alcançar o descanso para as nossas almas. O descanso não encontramos no nosso muito fazer, no muito trabalho, como se pelo nosso próprio braço pudéssemos trazer o pão diariamente para o nosso lar. Não está na nossa muita vigilância a proteção de nossa família. Mas o confiar, o descansar no amor de Deus por nós. De saber que ele cuida de nós e que tudo que nos permite passar tem um propósito maior para o seu reino e para a sua glória.
Podemos confiar em outra coisa que não no nosso Deus? Não, não existe lugar, não existe pessoa, não existe condição que possa trazer descanso e alívio para as nossas almas se não for no Senhor. Nele encontramos o verdadeiro descanso. Nele temos o nosso refúgio. Precisamos aprender isso. E sempre aprendemos não pelo que compreendemos teoricamente, mas por vivermos situações que nos levarão a confiar nele. Isto é, sempre da maneira mais difícil. Quiçá pudéssemos aprender da maneira mais fácil!
Onde queremos chegar em nossa confiança no Senhor? Quando mais aprofundarmos este relacionamento, mais experimentaremos da graça, mais seremos usado, mais nossas vidas serão expressão do que é o nosso Deus. Por isso, não podemos andar em círculo, precisamos avançar, precisamos caminhar nessa jornada para levar o nome do Senhor a todo o lugar onde estivermos.
Assim como fazemos com a nossa esposa, ou com o nosso marido, assim como fazemos com um amigo, assim devemos fazer com relação ao nosso Deus. Aprofundar o relacionamento. Quanto mais aprofundamos, mais conhecemos, quanto mais conhecemos, mais confiamos, quanto mais confiamos, mas descansado ficamos. Na crise, nos problemas, não tem outro lugar, é nele que devemos buscar refúgio.