Nossas atitudes traduzem a justiça de Deus

Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer.” (Amós 5:21, RA Strong).  “Apresentastes-me, vós, sacrifícios e ofertas de manjares no deserto por quarenta anos, ó casa de Israel?” (Amós 5:25, RA Strong). “Ai dos que andam à vontade em Sião e dos que vivem sem receio no monte de Samaria, homens notáveis da principal das nações, aos quais vem a casa de Israel!” (Amós 6:1, RA Strong). “Poderão correr cavalos na rocha? E lavrá-la com bois? No entanto, haveis tornado o juízo em veneno e o fruto da justiça, em alosna. Vós vos alegrais com Lo-Debar e dizeis: Não é assim que, por nossas próprias forças, nos apoderamos de Carnaim?” (Amós 6:12-13, RA Strong).

O que tem estas palavras de Amós ao povo de Israel com a igreja? O Que podemos aprender com estas palavras? O que nos ensinam?

Um aspecto importante é o falar das motivações. Por que fazemos as coisas? Por que nos reunimos? Por que temos nosso momento de celebração? Quando vamos, ou quando nos reunimos por que estamos fazendo isso? E como temos vivido nossa vida cristã? O que tem movido nossas ações? Quais os tipos de sacrifícios têm apresentado ao Senhor? Tem sido com um coração íntegro e uma alma voluntária? Temos em nossas ações morrido para nós mesmos, e vivido em favor dos outros?  Ou sempre queremos defender o nosso interesse e os nossos desejos? Somos capazes de repensar nossas atitudes e motivações, morrendo para nós mesmos como o nosso Senhor e Cristo morreu?

Quando falamos, quando estamos ensinando alguém, como cristãos, estamos falando do que conhecemos ou do que temos vivido? Temos sido religiosos, formado prosélitos, ou temos formado cristãos? As pessoas tem efetivamente conhecido mais e vivido mais o Deus que cremos, ou simplesmente, tem sido religiosos em seus atos e ações?

Tudo que fazemos, fazemos na dependência de Deus, sabendo que ele é o Senhor, o provedor, o que vai a frente, ou temos inclusive em nossas orações pedido que nos abençoe no que desejamos fazer, achando que é a vontade dele? Cada conquista é resultado da graça de Deus, ou do uso de técnicas, métodos e artimanhas para alcançar resultado, e temos a arrogância de afirmar que foi Deus quem abriu as portas?

Precisamos compreender que se não é para vivermos o sermão da montanha, se não é para obedecermos os mandamentos do Senhor Jesus, não temos vivido uma vida que agrada a Deus. Estamos longe do seu querer, do seu propósito, do seu coração e do que Ele deseja para nós seus filhos. Morrer para nós mesmos é o princípio de uma vida que agrada a Deus. Por isso, ninguém, a não ser nós mesmos e o nosso Deus para conhecer as nossas razões. Se não formos transparentes para conosco mesmos e para com o nosso Deus, então o que temos vivido não é uma vida que traduza a justiça de Deus, mas sim, temos sido simplesmente religiosos, como eram os fariseus, saduceus e todos os líderes e religiosos da época de Jesus.

Por isso é muito importante sempre julgarmos a nós mesmos, sempre nos confrontarmos e questionarmos as motivações e razões de nossas atitudes, nossos desejos e nossa vontade, para assegurar que as mesmas estão alinhadas com a justiça de Deus, com o seu plano, com o propósito do seu coração, e com as determinações para aqueles que vivem no reino de Deus.