“Pelo pecado de sua boca, pelas palavras dos seus lábios, na sua própria soberba sejam enredados e pela abominação e mentiras que proferem… ” (Salmos 59:12-13, RA Strong). “Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Judá e por quatro, não sustarei o castigo, porque rejeitaram a lei do Senhor e não guardaram os seus estatutos; antes, as suas próprias mentiras os enganaram, e após elas andaram seus pais. Por isso, meterei fogo a Judá, fogo que consumirá os castelos de Jerusalém. ” (Amós 2:4-5, RA Strong). “Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Israel e por quatro, não sustarei o castigo, porque os juízes vendem o justo por dinheiro e condenam o necessitado por causa de um par de sandálias. Suspiram pelo pó da terra sobre a cabeça dos pobres e pervertem o caminho dos mansos; um homem e seu pai coabitam com a mesma jovem e, assim, profanam o meu santo nome. E se deitam ao pé de qualquer altar sobre roupas empenhadas e, na casa do seu deus, bebem o vinho dos que foram multados.” (Amós 2:6-8, RA Strong).
“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança. Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado.” (Salmos 62:5-6, RA Strong). “Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim; pois tu me tens sido refúgio e torre forte contra o inimigo.” (Salmos 61:2-3, RA Strong).
Pode o arrogante, o orgulhoso, o prepotente esperar e confessar sua dependência de Deus? Não anda ele nos próprios caminhos? Não é ele senhor de si mesmo? Não é ele que determina sua jornada e faz suas escolhas? Quando ele faz assim, ele pratica a justiça, a bondade e a misericórdia que procede do trono de Deus? Não está ele andando em arrogância? Quando achamos que nossa opinião que importa, nossas ideias que são boas, a nossa forma de fazer que é a correta, não estamos nós sendo arrogantes, orgulhosos e prepotentes?
Quando escolhemos os nossos próprios caminhos, quando escolhemos seguir o que está no nosso coração, e não observamos a lei do Senhor, a lei do amor, é impossível seguir o caminho da justiça; pois os pensamentos e a justiça de Deus, excedem em muito o pensamento e a justiça divina. Quando rejeitamos o caminho do Senhor, cometemos ato que são contrários a natureza de Deus, pois são baseados na natureza humana. Praticamos a mentira, o engando, tolhemos o direito do necessitado, aprendemos a não repartir (egoísmo), não praticamos a justiça (tolhemos o direito dos outros em favor de nosso merecimento, não concedemos a cada um conforme a justiça e o caráter de Deus). Tolhemos o direito do manso, oprimimos o pobre retendo o que lhe é de direito, retemos o pagamento do trabalhador por ser humilde e simples. Enganamos, roubamos, cobiçamos e defendemos os nossos direitos e a nossa imagem perante as pessoas.
Já quando andamos na dependência do Senhor, reconhecendo sua soberanida, nos sujeitando a sua vontade, e a completa dependência dele como fonte de vida, como fonte de todo o conhecimento, de onde provém a vida que flui em nossos corpos; então, conheceremos a Deus, sua justiça e bondade. Estas características, pelo reconhecimento de nossa miserabilidade, então fluirão em nossas vidas e através de nós, como o ramo que foi enxertado na videira verdadeira e recebe dela a seiva e produz o fruto conforme a vida que corre em si mesmo. Quando permanecemos no Senhor, na sua dependência, a vida de Deus flui através de nós, alcançando corações, renovando vidas, transformando mentes e corações, levando todos ao reconhecimento da grandeza e do amor de Deus. Quando assim agimos a terra se enche da glória do Senhor, pois somos instrumentos para a sua maneifestação.
Não existe local de socorro melhor que a sombra do altíssimo, não existe lugar melhor que descansar e esperar no Senhor. Não existe lugar melhor que estar que na dependência de Deus, no reconhecer que só podemos fazer algo de bom se isso proceder do coração do Pai e nós formos simplesmente canais, instrumentos para a sua revelação.