“Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel. Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; pois serviram aos baalins. Deixaram o Senhor, Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses das gentes que havia ao redor deles, e os adoraram, e provocaram o Senhor à ira. Porquanto deixaram o Senhor e serviram a Baal e a Astarote. Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel e os deu na mão dos espoliadores, que os pilharam; e os entregou na mão dos seus inimigos ao redor; e não mais puderam resistir a eles.” (Juízes 2:10-14, BEARA)
Qual a nossa semelhança com o povo de Israel? Quais riscos corremos se não estivermos atentos? Qual a possibilidade de desviarmos dos caminhos do Senhor? O que devemos fazer para assegurar que não nos desviaremos?
Primeiro aspecto importante que precisamos ter entendimento. Fomos chamados para sermos cidadãos do reino de Deus, para pertencermos a Deus e recebemos da sua natureza; mas não fomos tirados do mundo. Jesus mesmo disse em sua oração ao Pai, que nos deixava no mundo; mas pediu ao Pai que nos livrasse do mal. Vivemosno mundo; mas precisamos ter consciência que não somos do mundo. Não pertecemos a esse mundo. Permanecemos no mundo, com um único objetivo, revelar a natureza de Deus; mostrar o reino de Deus as pessoas. Revelar a graça e o amor de Deus a todas as pessoas; por isso não podemos participar das coisas do mundo porque morremos para essas coisas.
Como vivemos no mundo, e para esse mundo morremos com Cristo; precisamos compreender que necessitamos fazer morrer a natureza humana. Se não fizermos morrer essa natureza, se não rejeitarmos tudo que provém dela, por mais boa que possa parecer, sempre será um laço que poderá nos prender e a nos levar a viver segundo o pensamento desse mundo. Estarmos atentos é sempre olharmos as nossas motivações, o porque das coisas, qual a origem, porque fazemos ou deixamos de fazer. Se as nossas motivações tem origem em atender o nosso ego, aos nossos desejos, de forma alguma estamos vivendo segundo o coração de Deus. Vivemos o reino, quando temos o coração no reino, quando buscamos de todo o coração, de toda a alma, com todo o zelo conhecer e viver a vontade do Pai, clamando sempre por sabedoria e discernimento em como viver a vontade do Pai. Estar atento é orar sem cessar, é nos sujeitarmos a Deus, somente assim, seremos capazes de resistir o diabo, o deus desse século.
Quando resistimos ao diabo, quando rejeitamos o pensamento desse mundo, não nos deixaremos nos envolver pelo mundo, não buscaremos as mesmos coisas que as pessoas a nossa volta estarão buscando, não estaremos com o nosso coração em atender os desejos de consumo, de ter, de possuir, de querer sempre mais e mais, de pensar primeiro e unicamente em nós; mas teremos um coração segundo o coração do Pai e de nosso Senhor Jesus, voltado para as pessoas e em atender as suas necessidades.
Precisamos compreender que não conseguimos mudar as pessoas, nem a sua forma de ser ou pensar; mas podemos e temos de ser sal nesse mundo, ser luz, revelar Deus, ser exemplo, devemos santificar as vidas que nos cercam. Devemos ser exemplos, testemunhas vivas, sermos representantes de Deus, reconciliadores dos homens com Deus. Somente vivendo o reino de Deus, somente fazendo morrer a nossa natureza humana, e buscando o conhecimento do Pai é que poderemos deixar esse mundo e viver de forma plena a sua vontade, o seu desejo. Assim vivendo, não seremos assediados por esse mundo e cumpriremos o papel que Deus nos deu e não cederemos aos deuses desse mundo.