Temos certos aspectos de nossa vida que precisamos compreender e que não adianta fazermos de forma diferente. Um ponto fundamental é que precisamos lembrar sempre: somos instrumentos de Deus, não somos os responsáveis, os que determinam o que será feito e o que não será feito na obra que é de Deus. Precisamos nos ver como totalmente dependentes e como um vaso, um instrumento, que quando nos disponibilizamos o Espírito Santo nos conduz segundo a determinação e a vontade do Pai. Como Gamaliel comentou no Sinédrio: “Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus. E concordaram com ele. ” (Atos 5:38-39, BEARA).
O outro aspecto importante é quando resolvemos agir por conta própria, isto é, dar uma ajuda para Deus para resolver algum problema ou alguma pendência ou mesmo promessa. Isso aconteceu com Abraão e Sara e com os Isarelitas. Que decidiram agir por conta própria e a não depender do Senhor e ouvir a sua orientação e determinação, como Podemos observar durante a tomada de posse da terra: “Então, os israelitas tomaram da provisão e não pediram conselho ao Senhor. Josué concedeu-lhes paz e fez com eles a aliança de lhes conservar a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento. ” (Josué 9:14-15, BEARA).
Esse devem ser o fundamento de nossas vidas. Primeiro: o que fazemos procede do coração do Pai, ou procede de nossa determinação, de nossa força, de nosso jeito? A vontade do Senhor pode ser justamente o que desejamos fazer; mas fazemos na carne, na nossa própria força e inteligência, ou agimos conforme a determinação e orientação do Espírito Santo? Se estamos fazendo na carne, ou seja com base na nossa capacitação, então a obra não prosperará; mesmo que seja da vontade do Senhor. Ele não deseja pessoas trabalhando para Ele e fazendo as coisas para Ele, do seu jeito. O que o nosso Deus deseja é que nos disponibilizemos, coloquemos os nossos corpos e talentos a serviço da sua vontade; isso, para que a glória seja Dele e não nossa. Fazermos na força do nosso próprio pensamento estaremos fadados ao fracasso.
O outro aspecto importante é ouvirmos sempre a determinação do Espírito Santo e esperar em Deus as promesas e determinações que procedem Dele. Não adianta queremos estabelecer laços, regras, condições. Darmos uma “mãozinha”, resolvermos do nosso jeito, criarmos subterfúgios, fazermos acordos, ou qualquer outra coisa que não esteja no coração do Pai. Isso somente será prejudicial para o corpo e para o reino de Deus; pois procedem da carne.
Mas precisamos compreender que além dos pontos acima é permanecermos na passividade, ou seja, não nos dispormos, alegarmos que não ouvimos, não fazemos; pois não sabemos o que deve ser feito.
Viver a obra de Deus, primeiramente, implica em nos oferecer, oferecer os nossos corpos, nossos telentos para o realizar da vontade do Pai. Isso para Ele, com um coração quebrantado e reconhecendo a total dependência e a fonte de toda a capacitação. O outro aspecto é não criarmos condições, subterfúgios, acordos que não procedem da vontade de Deus baseado em nossa inteligência. Precisamos lembrar sempre que o nosso Deus é o provedor de todas as coisas. Ele abre e fecha portas, e é o único digno de receber toda a glória; por isso não aceita nada que procede da carne e do pensamento humano. Devemos deixar o Espírito Santo guiar-nos em toda a vontade do Pai.