Nós sempre nos perguntamos: Qual o propósito de Deus para a nossa vida? O que Ele espera de nós? Qual o seu desejo? O que espera de nós?
Quando nos fazemos essas perguntas, muitas vezes pensamos em obra, em grandes coisas, em no que podemos fazer para o reino de Deus. Fazemos isso, muitas vezes não pensando no reino de Deus; mas pensando em termos o nosso nome glorificado e exaltado e que a história possa falar de nós o quanto fizemos diferença para a realidade cristã, não é verdade?
Talvez alguns nem pensem nesse aspecto, só pensam no livramento, na salvação e na vida eterna, e esquecem o mais que devemos fazer como cidadãos do reino de Deus, não é verdade? Só querem ir aos cultos ao domingo, e acham que isso é o suficiente.
A oração que Jesus faz em João dezessete (17), cumina todo o propósito de Deus para os seus filhos nessa terra quanto ao Seu reino. Se entendermos a essência da mensagem de Jesus nessa oração e no seu pedido ao Pai, e compreendendo como chegamos a esse propósito, viveremos a vontade de Deus nessa terra.
Vamos ver alguns pontos dessa sua oração, onde Ele afirma: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3, BEARA).”Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.” (João 17:11, BEARA) “Mas, agora, vou para junto de ti e isto falo no mundo para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos.” (João 17:13, BEARA) “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.” (João 17:15, BEARA). “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.” (João 17:20-23, BEARA). “Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja.” (João 17:26, BEARA)
Vida eterna é conhecer o Pai, conhecer da sua natureza, conhecer o seu plano, sua vontade e o seu desejo, não só isso, mas subtermos inteiramente a essa vontade. Para conhecermos precisamos morrer, precisamos deixar a natureza humana, e assumir a natureza divina que nos foi concedida em Cristo Jesus no novo nascimento. Quando assim fazemos esse processo de amadurecimento, de morte para nós mesmos, deixando de ser crianças espirituais para sermos adultos, então, viveremos de fato essa unidade com o Pai e com o Filho, que faz parte do propósito de Deus. Quando nascemos, o Espírito Santo faz em nós morada, somos o templo, para que nos guie em toda a vontade do Pai; mas precisamos morrer para a nossa vontade para viver a vontade de Deus.
Quando compreendemos essa essência da vontade de Deus, compreendemos que sermos um não é só com Deus, mas com as pessoas que crêem em seu nome, que se sujeitam a Sua vontade, e ai entendemos, que a igreja, o corpo de Cristo é a vontade suprema, pois é através do corpo que expressamos a unidade, é onde revelamos que morremos para nós mesmos, para a nossa vaidade e vontade, para o nosso querer e desejo. Quando falamos de igreja, não devemos compreender a instituição, a denominação; mas o corpo que não tem barreiras. É através dessa unidade, do amor revelado uns pelos outros que o Senhor será conhecido em todo o lugar e o mundo compreenderá que Ele é o Salvador e Senhor. Desejarmos e nos empenharmos em tornar essa unidade realidade, através da nossa morte é o querer do Pai.