Viver a realidade do reino de Deus

Destruireis por completo todos os lugares onde as nações que ides desapossar serviram aos seus deuses, sobre as altas montanhas, sobre os outeiros e debaixo de toda árvore frondosa; deitareis abaixo os seus altares, e despedaçareis as suas colunas, e os seus postes-ídolos queimareis, e despedaçareis as imagens esculpidas dos seus deuses, e apagareis o seu nome daquele lugar.” (Deuteronômio 12:2-3, BEARA) “Não procedereis em nada segundo estamos fazendo aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos, porque, até agora, não entrastes no descanso e na herança que vos dá o Senhor, vosso Deus.” (Deuteronômio 12:8-9, BEARA) “Guarda e cumpre todas estas palavras que te ordeno, para que bem te suceda a ti e a teus filhos, depois de ti, para sempre, quando fizeres o que é bom e reto aos olhos do Senhor, teu Deus. ” (Deuteronômio 12:28, BEARA). “Tudo o que eu te ordeno observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás.” (Deuteronômio 12:32, BEARA).

Qual a realidade espiritual de tudo isso que Moisés falou ao povo de Israel, as margens do Jordão, antes de iniciarem a entrada na terra prometida? O que tudo isso tem a ver com a graça? O que tudo isso tem a ver com as nossas vidas?

Moisés apresentou uma realidade da terra, e se o povo de Deus quisesse viver de forma abençoada nessa terra, deveria destruir tudo que fosse abominação, todo tipo de adoração, todos os ídolos, não deveria sobrar nada que pudesse lembrar a vida que os povos daquele lugar tinham. Se fizessem isso, experimentariam o verdadeiro descanso e a benção que provinha do Senhor. Mas e nós? Qual a nossa realidade hoje com a graça?

Ficamos de frente a mesma realidade. Podemos escolher entre a cruz e continuar a viver como vivíamos, podemos decidir morrer na cruz com Cristo, crucificar o velho homem, ou deixar que ele permaneça. Podemos  escolher entre viver o reino de Deus, sermos cidadãos do reino de Deus, ou continuar a viver segundo os preceitos, pensamento e atitudes de uma pessoa que vive no mundo.

Na cruz, com Cristo, fazemos morrer toda a natureza humana. Nós, quando recebemos de Deus a sua graça salvadora, graça que nos educa, começamos a caminhar nessa jornada de santificação, de revelar a natureza de Deus que nos é concedida em Cristo Jesus. Mas para que seja a mesma uma realidade de fato em nós, precisamos fazer morrer a natureza humana, todos os seus desejos, todos os nosso ídolos, todo tipo de adoração e atitude que contrariam àquilo que é o nosso Deus.

Precisamos compreender a morte na cruz, e como filhos, que fomos libertos do pecado, já não podemos viver no pecado, na sua prática, como Jesus disse: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.” (João 8:34, BEARA). Se fomos libertos, não podemos mais viver debaixo do jugo do pecado, atendendo a nossa natureza humana, aos desejos de nosso coração. Precisamos agora, sim, viver segundo o coração de Deus, sendo cidadãos do reino de Deus. Devemos agora viver uma vida segundo esse princípio.

Mas para sermos cidadãos do reino de Deus precisamos, como Jesus falou: “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31-32, BEARA).

Permanecer na palavra, é obedecermos o que Jesus falou, e vivermos o evangelho como ele prescreveu. É vivermos segundo o sermão da montanha. Mas para isso, precisamos reconhecer que dependemos de Deus. Sem a sua graça, sem a sua capacitação, não podemos dar uma passo sem reconhecermos que precisamos da força quem vem de Deus.