“Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela. ” (Lucas 1:38, BEARA).
Nós não compreendemos o poder e o significado das palavras de Maria. Nós ao lermos essa passagem, passamos os olhos sem refletir o significado dessa atitude e o que Maria fez nesse momento.
Por que não pensamos seriamente sobre a atitude e a sua importância? Porque para nós é normal uma jovem se engravidar sem que um casamento esteja consumado em nossos dias. Mas qual foi o tamanho peso dessa decisão de Maria, quando o anjo disse que ficaria grávida?
Alguns pontos que precisamos lembrar da atitude machista e de como a mulher era desprezada em sua época. A mulher não era tratada com dignidade, como merecedora que qualquer honra, estava abaixo do homem, e não era considerada digna de nada, e muito menos de qualquer respeito. Outro fato importante que precisamos lembrar, o que iria acontecer com ela. Ela estar grávida sem um casamento. Essa atitude implicaria em pena de morte por apedrejamento. Como poderia uma jovem suportar esse dois pesos tão grande e o risco de perder a sua vida; pois como explicaria ela a conversa com o anjo? Não seria ela, se mencionasse isso, tratada como louca? Tinha ela garantia que José a aceitaria, embora estivesse prometida a ele? A rejeição seria quase que certa.
Quantos de nós estamos dispostos a sacrificar a nossa reputação? O nosso bom nome, diante de uma determinação de Deus, que nos coloca totalmente contrário as leis existentes? Quantos de nós estaríamos dispostos a sofrer a consequência de perda de vida, diante de uma determinação do Senhor?
Não poderia Maria questionar? Não poderia ela refutar e contra-argumentar com Deus sobre o seu plano e sua vontade? Um plano que parecia a maior loucura que poderia se imaginar? Ela que estava com tudo arrumado, tudo ajeitado para o casamento? Ela que tinha sido irrepreensível? Por que esse plano maluco? Por que essa loucura? Perderia tudo? Mas, ela fez isso? Não, ela não questionou, não contra-argumentou, mas simplesmente compreendeu a vontade do Senhor e se colocou a disposição para que a sua vontade se cumprisse como uma colaboradora no plano de Deus. Quantos de nós estamos nos colocando nas mãos do Senhor para que Ele cumpra a sua vontade em nossas vidas e através de nossas vidas, como colaboradores de Deus para o cumprir da sua vontade?
Por que não adotamos a mesma atitude de Maria? Por que não nos colocamos a disposição de Deus, como participantes da sua glória, como pessoa que receberam da natureza divina, e como colaboradores? Por que não realizamos aquilo que é uma determinação para nós? Quando Jesus disse para irmos e pregarmos o evangelho; quando disse como deveríamos viver e fazer; quando disse que era para amarmos os nossos inimigos; quando disse que era para andarmos duas milhas e não uma quando solicitados e tantas outras coisas. Mas nós não fazemos o que Ele falou, achamos que é loucura, nós contestamos, nos achamos que temos uma maneira melhor de fazer, nós temos um plano melhor. Não é verdade? Nós não fazemos porque achamos que o plano de Deus é loucura? Uma coisa bizarra?
Precisamos de um coração irrepreensível diante de Deus, precisamos de um coração humilde, que reconhece a dependência completa, que sabe que nós, por nós mesmos, não podemos fazer a vontade e o querer de Deus, e que não temos o conhecimento suficiente para saber o que é melhor. Devemos pedir entendimento, devemos pedir um coração que esteja disposto a colaborar com a vontade do Pai, e não achar que seja um loucura o que Ele determina.