Precisamos como filhos, como servos de Jesus, nos empenhar, nos esforçar para que a oração de Jesus seja um realidade no seio da igreja; pois somente assim o mundo compreenderá e terá o discernimento sobre quem é Jesus e que Ele foi enviado pelo Pai, pois Ele afirma: “E peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estás unido comigo, e eu estou unido contigo, que todos os que crerem também estejam unidos a nós para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:21, NTLH).
A premissa de sua oração pressupõe o que aprendemos sobre entregarmos nossas vidas a Jesus. Quando entregamos, reconhecemos e nos submetemos a Ele como Senhor. Mas, também, nesse ato, nos declaramos a morte, a nossa morte na cruz com Ele. Quando morremos para nós mesmos então viver a sua oração não é um problema; pois a única coisa que nos impede de sermos um é a nossa natureza humana egoísta. Se morremos para as nossas cobiças, se morremos para os nossos desejos, se morremos para o nosso orgulho, para a nossa inveja então não existe motivo para não sermos um e aceitarmos as deficiências uns dos outros. Sermos instrumentos para a edificação e fortalecimento do corpo.
Outro aspecto importante que precisamos compreender é que quando morremos com Cristo na cruz, e nascemos de novo recebemos da natureza divina que nos conduz a sermos um, como Ele afirmou em sua oração: “A natureza divina que tu me deste eu reparti com eles a fim de que possam ser um, assim como tu e eu somos um.” (João 17:22, NTLH). Somente quando compreendemos esses fatos e nos sujeitamos a vontade de Deus é que conseguimos ver quem é o Senhor, Seu poder transformador e Seu amor tão grande por nós que nos leva a sujeitar completamente a Sua vontade, pois somos constrangidos pelo Seu amor, e podemos então, ver a Sua natureza divina, não somente Nele próprio, como Ele orou: “— Pai, quero que, onde eu estiver, aqueles que me deste estejam comigo a fim de que vejam a minha natureza divina, que tu me deste; pois me amaste antes da criação do mundo.” (João 17:24, NTLH), mas como em cada um está o autor da vida, somos capazes de compreender e ver a Sua natureza divina em cada vida que se entrega ao Senhor.
Fica nos então as perguntas que não querem calar em nossas mentes: Somos tão egoístas que achamos que somos melhores que os outros? Somos tão orgulhosos que não conseguimos enxergar que dependemos uns dos outros? Somos tão invejosos, que não enxergamos a graça de Deus e o amor de Deus através de cada vida? E nós mesmos nessas atitudes impedimos a manifestação dessa natureza através da nossas vidas?
Precisamos compreender que se não morrermos, não enterrarmo definitivamente, dia após dia, a nossa natureza humana jamais veremos a glória de Deus cumbrindo esssa terra. A glória de Deus enche essa terra através da vida de seus filhos. Filhos que estão dispostos a morrerem para si mesmos para que a verdadeira vida, para que a graça e o amor do Pai sejam revelados e como instrumentos alcancem cada coração e cada vida nesse mundo.
Precisamos sempre nos lembrar que somos vasos de barros, frágeis, mas que temos, pela graça de Deus e pelo seu amor, depositado em nós um tesourou inestimável que é a sua natureza, sua vida e sua glória, e como instrumentos devemos nos esforçar para que todo esse tesouro alcance cada coração que nos cerca e o amor de nosso Senhor Jesus transforme cada coração e Ele seja Senhor e Salvador de todos.