“Portanto, comete pecado a pessoa que sabe fazer o bem e não faz.” (Tiago 4:17, NTLH) Como é profundo, mas tão simples a nova vida em Jesus Cristo! Como não compreender uma mensagem tão singular e uma explicação tão clara sobre o que seja o pecado! Mas por que “não fazer o bem” é pecado? Faço o bem para alcançar algo, ou faço o bem resultante do que sou? O motivo de fazer ou não fazer o bem justifica os meus atos e traz ou não sobre mim a condenação. Se faço um bem para alcançar a recompensa, para ser eleogiado ou para obter algo de Deus, estou sendo meramente um religioso; mas se “sou filho de Deus”, se “recebi da natureza de Deus”, se “recebi da graça de Deus e do seu Espírito”, se “experimentei o novo nascimento” então o “fazer o bem” é algo inerente a minha natureza. Ter misericórdia não é algo que eu obtenho, já recebi. A misericórdia de Deus, e o seu amor, e a sua graça, e a sua bondade já fazem parte da minha vida. Por te-los, expressos os como um instrumento de Deus. Quando eu me nego a fazer o bem, quando eu me nego a manifestar a misericórdia e o amor de Deus, quando eu rejeito a liberação de perdão sobre as vidas, quando eu não me comprometo com as pessoas, quando não me preocupo com as vidas que estão se perdendo, quando não me preocupo com a seara, sabendo que sou um trabalhandor da mesma; então estou negando o Deus vivo, estou negando a natureza de Deus em minha vida. Se nego aquilo que sou, estou vivendo na carne, andando segundo o pensamento do homem, andando segundo os meus desejos, estou vivendo contrário a natureza de Deus e contrário aquilo que seja vontade de Deus; por isso estou pecando. Por isso, saber que deve fazer o bem, que deve praticar a misericórdia de Deus para com as vidas e não fazer, é viver em pecado, é rejeitar a glória e a graça de Deus depositada em nós, como instrumento de revelação do Deus verdadeiro a mundo.