Tudo para a glória de Deus

Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus.” (Romanos 15:7, BEARA)

Somos chamados para sermos cidadãos do Reino de Deus, para sermos filhos e imitadores de Deus como filhos amados. Não temos outro motivo para vivermos, não temos outra razão para estarmos aqui, a não ser para revelarmos a natureza de Deus que está em nossas vidas. Morremos para o pecado, morremos com Cristo para vivermos a vontade do Pai, como filhos amados. Não existe razão para desejarmos continuar a viver para atendimento dos nossos objetivos.

A nossa razão de viver está em manifestar o amor de Deus, nosso Pai, revelarmos sua misericórdia, sua graça e o seu amor para com todos os homens. Não estamos aqui mais para nos agradar, para atender os desejos de nosso coração, mas sim, unicamente para alegrarmos àquele que nos chamou para o seu reino. Ele nos ensina, o Espírito nos guia em toda a vontade do Senhor, nos ensina e nos capacita para vivermos o Reino de Deus aqui na terra, ainda em nossos corpos mortais.

Mesmo que haja um clamor de nossa natureza humana, mesmo que seja o maior de todos os desejos, o Senhor nos capacitou para resistir os desejos da carne, para não atendermos o nosso querer; pois estamos mortos para o pecado, portanto, este não pode nos dominar. Estamos livres, livres para viver a vontade do Senhor nesta terra.

Por isso, quando Paulo escreve que devemos acolher a todos como Cristo acolheu para a glória de Deus devemos, lembrar sempre, a razão de nossa existência, está em revelar a glória, em encher a terra com a glória do Senhor, que se revela através de nossas vidas. Podemos, acolher a todos e revelar Deus através destes atos porque Ele nos capacita para tal. Por isso somos capazes de suportar os fracos, de abrir mão de nossos desejos e pensamento para que haja amadurecimento, haja crescimento e aprendizagem, como ele escreveu: “Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação. ” (Romanos 15:1-2, BEARA)

Somos capazes de abrir mão do que pensamos para que haja crescimento? Somos capazes de deixar que outros façam, mesmo que não tão bem quanto nós, para que haja amadurecimento? Ou achamos que nós, somente nós, somos capazes de fazer o que é correto, de fazemos da maneira certa?

Precisamos aprender que para o nosso Deus não é o resultado que importa, sim o processo de formar cidadãos para o reino de Deus. Interessa o processo de gerar filhos capazes de gerar outros filhos. Interessa a capacidade de ensinarmos os outros a serem livres, a alcançar a estatura de homens espirituais, pessoas maduras que são capazes de ensinar outros a serem livre e semelhantes a Jesus.

Não é o nosso objetivo manter todos debaixo de nossas asas, como bebês, como crianças em Cristo; mas sim, pessoa que aprendem a depender do Senhor, que aprendem a andar nos caminhos do Senhor, a viver e ensinar a verdadeira vida e libertação alcançada em Cristo Jesus.

Ser capaz de acolher a todos, abrir mão do que pensamos em favor de outros, mesmo que não estejam corretos, mas que aprenderão a viver a vontade do Senhor. Crescerão para gerar filhos, fortes e maduros que revelam a glória do Senhor.

Precisamos aprender o amor de Deus, sua misericórdia e o seu processo de formação de pessoas para sermos instrumentos úteis ao reino de Deus.