“Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” (Romanos 8:5-8, BEARA)
O que é viver segundo a carne? Compreendemos que as obras da carne estabelece inimizade com Deus, mas o que é viver segundo a carne? Quais são os frutos da carne? Na carta de Paulo aos gálata, lemos: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias (sensualidade, voluptuosidade, libidinagem), inimizades, porfias (teima, obstinação, discussão de coisas polêmicas), ciúmes, iras, discórdias, dissensões (desavença, divergência de opinião), facções (grupo de opinião divergente, seita, separação), invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” (Gálatas 5:19-21, BEARA)
Quando pensamos na carne, nós pensamos, por exemplo: no ódio com relação a alguma pessoa. O ódio é o oposto do amor? Não não é. O oposto do amor é a falta de interesse, ou seja, o desinteresse, é o não dar importância, é o não ter cuidado com relação a alguém. Que não ama, ou seja, não se interessa por alguém, está vivendo segundo a carne? Quando tenho algum recurso, e vejo alguém passando necessidade e não supro a sua necessidade porque quero usar aquele recurso para comprar e adquirir coisas para mim, é isso um fruto da carne?
Quando o Espírito Santo me pede para fazer algo, como visitar alguém, orar por alguém, e eu não considero esta solicitação, porque estou cansado, porque quero fazer outra coisa, é isso uma obra da carne?
Paulo em sua carta aos romanos, está falando justamente destas coisas. De viver segundo a carne ou segundo o Espírito. Quando ele fala para transformar o modo de pensar, mudar a forma de pensar, é justamente este tipo de atitude que devemos avaliar o tempo todo, ou não é? O que é um culto racional? O que é o verdadeiro tributo a Deus? O que o nosso Pai falou em todo o velho testamento sobre o verdadeiro sacríficio, o que Ele queria? Se não compreendermos estas coisas simples, se não avaliarmos as nossas atitudes a cada instante, questionando os motivos das decisões tomadas, não estaremos vivendo de forma agradável ao Senhor, o nosso culto, o nosso sacríficio não é agradável ao nosso Deus.
Devemos em sabedoria, com discernimento, questionar a todo o instante, cada ação que tomamos, até mesmo as que nos parecem mais nobre. Inclusive as que conduzimos no que chamamos a obra de Deus. Fazemos a obra de Deus por que motivo? Fazemos como, na carne, no nosso conhecimento, experiência e na nossa determinação ou fazemos no Espírito?
Viver segundo a carne não traz prazer a Deus, mas sim, o vivermos como filhos amados, como instrumentos, dependentes de nosso Pai, na certeza, que somos instrumentos, instrumentos úteis, para que o Pai possa usar para o seu reino e glória. Não devemos dispor o nosso corpo para atender os nossos interesses, os nossos desejos e a nossa vontade, mas sim, unicamente para agradar e ser útil ao Pai e ao seu Reino. Viver segundo o Espírito, na dependência do Senhor, nos leva a sermos agradáveis ao nosso Deus.