“Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.” (João 12:25, BEARA).
Somos em todo o tempo colocados diante de escolhas, de decisões que temos que tomar; muitas vezes não a tomamos, por deconhecimento, por não compreendermos ou não entendermos. Mas, mesmo quando não fazemos escolhas, estamos tomando uma decisão, e esta decisão de não decidir, é permanecermos como estamos.
Quando não compreendemos algo, não podemos parar, não podemos ficar sem o entendimento, precisamos sim, buscar ao nosso Deus, para nos ensinar, para nos mostrar, para nos dar compreensão.
No fundo do nosso coração achamos que somos relativamente “bonzinho”, achamos que nossas atitudes “agradam a Deus” e que não somos “tão ruins assim”? Se assim pensamos, ou se assim agimos de fato, então não compreendemos os valore dos Reino de Deus. Nós ainda não entendemos o que Deus fez por nós, o que nos concedeu e não compreendemos ainda a natureza de nosso Deus, seu amor e o que Ele é.
Nós não podemos olhar para nós somente com os olhos de nosso coração, mas devemos ser críticos, olhar para nós, para o que somos e para o que fazemos de maneira extremamente crítica para enxergarmos quem de fato somos.
Somos capazes de amar e honrar aqueles que estão a nossa volta que nos amam, que não nos ofendem, que nos tratam bem, que sempre se lembram de nós; mas somos capazes de amar quem fala mal de nós, quem nos agride, quem nos desonra em público, quem levanta mentira acerca de nós? Somos capazes de morrer por estas pessoas? Nós excluimos ou incluimos as pessoas junto a nós? Como tratamos aqueles que são muito diferente de nós? Como tratamos o simples, o humilde, o pobre? E qual a diferença de atitude entre estes e os ricos que nos cercam? Devemo sim, nos julgar, devemo julgar as nossas vidas por estas atitudes. Quando olhamos com os olhos de Deus, então compreendemos que não somos tão bons assim, embora sejamos muito bons religiosos e fazemos muitas obras.
Precisamos compreender que Deus não se agrada de nossas obras, não se agrada de nossa natureza humana, mesmos que aparentemente ela seja, a nossos olhos, boa. Jesus morreu na cruz, e nós morremos na cruz com Ele para esta natureza. Nós morremos para que Ele viva em nós e através de nós e nos conduza em todo o plano do Pai.
Quando Paulo escreve que devemos fazer morrer a natureza humana, ele está falando das coisas ruins de nossas vidas, mas também, destas coisas boas de nossa natureza humana. Precisamos morrer para nós, para o que pensamos e achamos para vivermos segundo o coração do Pai. Quando assim fazemos começamos a entender quem é o nosso Deus, como Ele é. Então, aprendemos a fazer escolhas, e ai, então entendemos, que embora as coisas deste mundo sejam boas, as do reino de Deus são muito melhores, porque desviamos o nosso coração de coisas temporárias, para as coisas que são eternas. Tiramos o nosso coração do imediatismo e colocamos no que é para sempre.
Fazemos e aprendemos a fazer escolhas que estão alinhadas com a natureza que recebemos de Deus. Amadurecemos porque aprendemos a escolher o que é melhor. Se temos confiança em Deus sabemos que ele nos ama; por isso fazer morrer a natureza humana é uma decisão que tomamos todo o instante de nossas vidas, e é a melhor decisão que Jesus nos ensinou: morrermos para nós para vivermos para Deus.