“Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.” (João 15:19, BEARA)
Esta aparente contradição nas palavras de Jesus não existem, quando olhamos o contexto de tudo aquilo que o Senhor falou. Precisamos entender que, como cidadãos do reino de Deus devemos viver como tais, ou seja, andando em justiça, sendo praticantes do amor, das boas obras, sendo justos, revelando, como temos, a natureza de nosso Deus. Por revelar a natureza de Deus, revelamos do seu amor, sua misericórdia, sua graça, bondade e justiça para com todos.
Mas Ele mesmo sendo amor, e sendo movido por amor para nos resgatar, o seu Filho foi morto em nosso lugar. Mas quem o odiou? Quem o levou a cruz?
Temos a seguinte palavra de Jesus: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus. ” (João 3:19-21, BEARA).
Precisamos compreender que como filhos de Deus precisamos andar na luz, quando andamos na luz, há o operar de Deus e o revelar de sua graça, que nos ensina e nos mostra as obras das trevas (as obras da carne) que precisamos crucificar, ou seja, fazer morrer. A medida que andamos com o nosso Deus, as nossas vidas são transformadas, porque o Senhor revela e nos leva a um processo de amadurecimento e rejeição das obras das trevas. Quando mais andarmos na presença de nosso Deus, mais rejeitamos as obras da carne. Mas que obras são essas: são coisas simples, ou coisas grandiosas, mas são todas as coisas que são contrárias a natureza de Deus que está em nós e que foi concedida pelo novo nascimento, e estas obras são: mentira, hipocrisia, engano, críticas e fofocas, falar mal de outras pessoas, roubar, apropriar de algo que não é nosso, como: músicas copiadas ilegalmente, um objeto que foi esquecido por alguém, um lápis ou pápel que pegamos na empresa, um imposto que sonegamos, um dependente que colocamos no imposto de renda que não é, o usar software ilegal, ou seja não comprado, mas copiado, os quais temos a hipocrisia de declarar “genérico”.
Precisamos compreender que quem é filho de Deus não faz e não vive conforme a prática do mundo, não somos do mundo, e por não sermos, não podemos viver como o mundo vive.
Quando vivemos segundo o Reino as pessoas começam a ver as obras em nossas vidas, e aqueles que são de Deus se aproximam cada vez mais da luz para que a luz possa revelar tudo que seja contrário a natureza do criador. Mas aqueles que são religiosos, os mesmos que mataram o Senhor da glória, não se aproximam da luz porque as suas motivações, as suas razões, e seu modo de vida, não estão em Deus. Querem viver e obter os benefícios da religião sem passar pela cruz de Cristo. São estas pessoas que nos odeiam, são estas pessoas que irão nos condenar, e não aqueles que querem conhecer e experimentar da verdadeira luz, da verdadeira libertação que somente os filhos de Deus podem experimentar.
Por isso, nós como filhos, devemos viver e andar na luz para que o Deus verdadeiro se revele através de nós, mesmos que o mundo nos odeiem, pois os que são de Deus irão se aproximar da luz e querer experimentar a verdadeira libertação que somente obtemos no autor da vida e que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.