Nossos sonhos

Quantas vezes nos colocamos diante de Deus com um só pedido: “Senhor, quero serví-lo, quero ser uma vaso para a tua honra e tua glória”? Quantas vezes desejamos em nosso coração ter as mesmas atitudes de Paulo, ou mesmo sermos imitadores do Senhor Jesus em seus atos, em seu modo de falar, em como se expressava para as multidões?

Pedimos paciência, mas sempre demonstramos impaciência. Pedimos para sermos humildes, mas demostramos toda a arrogância e orgulho. Pedimos para sermos misericórdiosos, mas sempre desejamos a punição dos outros. Pedimos para que a vontade de Deus seja realizada em nosso meio, mas queremos que a mesma seja feita conforme o nosso pensamento. Ao que transgrediu, ao que errou, normalmente queremos a punição, a separação, até mesmo a excomunhão da pessoa. Por que desejamos? Por que agimos assim?

Quanto mais somos sinceros em nossos desejos, mas nos vemos em situação onde somos provados, enfrentamos a situação onde deveríamos sair vitoriosos, mas saímos derrotados, porque fizemos o que era contrário ao nosso desejo.

Por que quando queremos servir a Deus, queremos honrar o seu nome, nos vemos em situação que menos damos conta de suportar ou fazer o que é correto. Precisamos compreender o coração de nosso Pai, precisamos compreender a forma de agir de nosso Deus. Ele não age conforme pensamos ou desejamos; mas sim, segundo o princípio que forja pessoas que o honrarão e o glorificarão em toda e qualquer situação.

Nós queremos ser capacitados em um abrir e fechar de olhos, mas Deus deseja que o nosso caráter, caráter recebido Dele, seja formado e trabalhado, assim como fazemos com os nossos filhos. Ele nos permite viver as situações, para que aprendamos a honrar e a glorificá-lo, imitando-o em tudo. Por isso, em cada situação, em cada momento de conflito, ou em momento que somos colocados a prova, devemos sempre, no Espírito, refletir, pensar antes de agir. Reconhecer quem somos, reconhecer a natureza de Deus em nossas vidas. Não podemos, agir de imediato, não podemos responder com as armas carnais que aprendemos em nossa vida. Não podemos reagir, ou agir, conforme o pensamento do mundo.

Ao sermos colocados diante de uma determinada situação, onde a nossa ira se revela, onde nossa arrogância se manifesta, devemos parar, não devemos responder de imediato, mas devemos julgar e tomar a decisão do que fazer. Quando fazemos assim, iremos amadurecer e aprender a glorificar o Senhor em nossas ações.

Quando agimos sem pensar, ou quando agimos conforme o pensamento do mundo, como: não levar desaforo para casa, não dar o braço a torcer, não ceder quanto a opinião, estamos vivendo segundo o pensamento deste mundo.

Nós somos filhos, nós morremos para este mundo, morremos para a carne, para vivermos segundo a natureza de nosso Deus. Viver segundo a natureza de nosso Deus, é observamos as suas atitudes, seu modo de agir com relação a nós, e revelarmos a mesma atitude.

Em cada derrota, se refletirmos, aprenderemos a reagir de forma diferente da próxima vez. Assim quando estamos aprendendo a caminhar, caimos várias vezes, mas chegará um momento que será simples, que será normal, porque compreendemos quem somos, e o que o nosso Deus fez em nossas vidas.

Glorificar ao nosso Deus é não desanimar nunca, mas continuar com os olhos no alvo.