“Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus. Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus. Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.” (Romanos 14:10-13, BEARA)
O que é julgar? Segundo o dicionário Aurélio o significado pode ser: 1 – Dar sentença, sentenciar, 2 – Supor, imaginar, conjeturar; 3 – Formar juízo crítico; avaliar, apreciar, ajuizar. Quando tecemos “comentários” sobre a vida dos outros, sem conhecer os seus pensamentos, sem conhecer a razão de suas atitudes, o que estamos fazendo? Só comentando? Se estivermos “só comentando”, qual o benefício que colheremos ou o que o objeto de “nossos comentários” colherá? Fazemos visando ajudá-lo no seu amadurecimento, ou somente para expressarmos nossas opiniões, frustrações e decepções com essas vidas?
Se condenarmos os outros por aquilo que fazem, comentando as suas atitudes, nós o fazemos com que intenção em nosso coração? O que está em nosso coração quando fazemos isso? Onde queremos chegar? Que resultado queremos desta nossa ação? Se criticarmos diretamente as pessoas, repreendendo-as sem conhecer o seu coração, sem conhecer a sua razão, sem compreender os seus motivos, o que estamos fazendo?
Não podemos deixar a carne dominar as nossas ações, nossos pensamentos e as nossas atitudes. Temos que rever primeiro os nossos motivos. Por isso Jesus, disse que antes de olharmos o cisco no olho do outro, devemos observar a trave no nosso. Devemos observar a atitude que o Senhor teve, e fazermos as mesmas coisas. O que ele fez com a mulher que queriam apedrejar por ter cometido adultério? Ele a condenou? Ele a julgou? Ou Ele a acolheu? E com Mateus o coletor de impostos que chamou para ser discípulo? Ele o condenou? Ele achou que ele não servia para ser o Seu discípulo? Ele exigiu que mudasse sua atitude antes de segui-lo?
Com que olhos temos visto as pessoas? Quais têm sido as razões e o que predomina em nosso coração? Incluímos, ajudamos, criticamos ou comentamos somente? Somos exemplos ou um espelho tão embaçado que mal dá para ver que somos filhos de Deus? Ou nossas atitudes e pensamentos estão longe de nos identificar como filhos de Deus?
Nossa vida deve ser pautada em um único objetivo, devemos por o nosso coração em um único propósito: o amor de Deus derramado de forma abundante em nossas vidas e sermos expressão deste amor. Se não buscarmos, não tomarmos atitudes de amor para com as pessoas que nos cercam, independente de quem são de forma alguma seremos expressão da natureza, do caráter e da vida de Deus neste mundo. Não fomos chamados para viver na carne, para andarmos segundo o pensamento do mundo. Fomos chamados para viver e resplandecer a glória de Deus, e qual é a maior expressão de Deus? O Seu amor, amar as pessoas incondicionalmente, amá-las como Jesus amou, este foi o Seu desejo expresso ao Pai. Somente viveremos a vontade eterna de Deus e expressaremos a Sua glória se vivermos e deixarmos o Seu amor fluir através de nossas vidas, fazendo as escolhas do homem espiritual e não do homem carnal.
Precisamos, e fomos chamados para sermos filhos de Deus e revelarmos a Sua glória.