Como viver

O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade; abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” (Romanos 12:9-21, BEARA)

Vamos parar um pouco!! Interrompamos a leitura!! Vamos pensar, não importa o tempo, quantas vezes já lemos esta passagem da carta de Paulo aos romanos? Quantas vezes já meditamos, já choramos, já entendemos que é a maneira como devemos viver? Quantas vezes associamos esta passagem com que Jesus falou no sermão da montanha (Mt 5, 6 e 7)?

Vamos meditar um pouco mais. Vamos olhar o nosso passado, nossa vida. Vamos nos questionar desde que nos convertemos, desde o dia que assumimos um compromisso com Deus de andar com Ele, de fazer a Sua vontade, de viver segundo o Seu coração. O quanto mudou em nossas vidas? O quanto deixamos de ser egoístas, de pensar em nós para pensarmos na necessidade dos outros? Quantas vezes deixamos de fazer algo porque prejudica ou ofende as pessoas que estão à nossa volta? O quanto temos sido pacientes? Complacentes com as pessoas e compreendido sua limitações e ajudado a estas a passarem por um processo de transformação? Quantas vezes temos em nosso coração, com a desculpa de dizermos que estamos comentando, falarmos mal das pessoas ou de forma depreciativa, por que não pensamos, não vivemos e não concordamos com elas? Quantas vezes com o intuito de nos mostrarmos zelosos pela palavra, falamos e julgamos as pessoas, quando nem analisamos as nossas vidas e não criticamos a nós mesmos?

O quanto avançamos em direção ao nosso alvo? O quanto temos imitado Aquele que é o autor e consumador de nossa fé? O quanto temos nos tornado semelhantes a Jesus? Queremos mesmos amadurecer? Desejamos do fundo do nosso coração ser semelhantes ao nosso Senhor? Ou na nossa arrogância, prepotência e incompreensão do amor de Deus, temos sido negligentes quanto aquilo que está no coração do Pai? Temos sido só religiosos? Temos imitado os fariseus, saduceus e os escribas da época de Jesus? Temos feito como eles, condenado os outros, mas na prática não temos sido diferentes?

Fica-nos a pergunta: o  que queremos? O que queremos ser e como queremos viver? Temos sido como os dependentes de drogas, do cigarro e bebidas, temos sido escravos dos nossos pecados, de nosso egoísmo, de nosso orgulho, de nossa arrogância, de nossa prepotência e cegueira espiritual que não podemos soltar as amarras que nos prendem e vivermos da forma como o Senhor preconizou para nós? Achamos que somos bons o suficiente e que a cruz não é para nós, mas somente para os pecadores? Vamos transformar a forma de pensar, vamos viver a cruz e amar a Deus!!