Revelação do homem espiritual

Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” (1 Coríntios 2:14-16, BEARA)

Quantas vezes nos vemos diante de situações e reagimos de forma totalmente diferente do que gostaríamos? Quantas vezes nos pegamos a reclamar da situação, dos problemas e das dificuldades que estamos vivendo? Seja no serviço, em casa, com o cônjuge, com os filhos, com o chefe, com o funcionário, com colegas de trabalho…

Como filhos de Deus, como conhecedores da palavra, e compreendendo tudo que Deus tem para nós, em termos de vida, mas principalmente, frente às coisas que desejamos em nosso coração fazer para servir a Deus, como expressão de nosso amor; muitas vezes ao sermos colocados diante das situações agimos de forma totalmente diferente: fazemos segundo a natureza e o coração humano e não como a natureza espiritual, não segundo o homem espiritual.

Melhor expressando: desejamos servir a Deus, pedimos a Ele para nos moldar, nos capacitar e para sermos usados por Ele para o Seu Reino. Quando conhecemos a Deus e compreendemos um pouco do Seu amor e misericórdia esta é a atitude que temos, é assim que nos posicionamos. Mas quando nos vemos diante das situações, e dos problemas, começamos a reclamar, a murmurar, a agirmos de forma grosseira com as pessoas e com quem nos cercam. Em nossas atitudes, estamos o tempo todo, tentando ligar e desligar botões, como: agora é o homem espiritual (no culto, nas reuniões) e depois, queremos desligar e agirmos como homem natural, diante da situação de casa, família, trabalho, ou até mesmo em situações diante da vida religiosa (atitude que deveríamos rejeitar completamente).

Proclamamos, cantamos e afirmamos em nossas orações, “Senhor, tu és o oleiro e o barro sou eu. Molda minha vida segundo a tua vontade”. Quando assim nos colocamos, o que gostaríamos é que em um piscar de olhos, houvesse a transformação total de nossas vidas.

Precisamos compreender que não é assim que Deus trabalha. Quando pedimos para Ele nos moldar, é isso que Ele faz, ou seja, Ele nos coloca diante de situações, para que possamos discernir e criticar espiritualmente, compreender o contexto que estamos, e tomarmos a atitude correta como homem espiritual. Precisamos aprender a pensar, a criticar a situação que estamos vivenciando, discernir espiritualmente e com o domínio próprio, tomarmos a atitude correta, e assim passarmos por um processo de amadurecimento. Se formos impacientes, Deus nos colocará diante de situações, que irão nos afetar este “ponto fraco”. Assim Ele irá trabalhando, nos mostrando o quanto dependemos do Espírito, quando podemos, como filhos de Deus e homens espirituais, agir no mesmo exemplo de Jesus. Jesus, durante o três anos de seu ministério demonstrou como devemos agir. Ele sempre demonstrou amor, perdão, compaixão, ao invés de mágoa, decepção, discriminação para com os seus discípulos e seguidores.

Precisamos compreender que estamos diante de situações de conflito, não por que Deus não nos ama, ou nos abandonou, mas para que através desta possamos compreender quem somos, agirmos como espirituais que somos, e amadurecermos para ajudar outros a passarem pelo mesmo processo. O amadurecimento vem com o processo de aprendizagem, de nos posicionarmos como espirituais que somos diante dos problemas e tribulações que enfrentamos.