Libertação do pensamento

Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:33-36, BEARA)

O pior tipo de escravidão, não é a que estamos conscientes dela, mas, quando não temos consciência da mesma e não nos vemos submetidos a ela. Os judeus achavam que eram livres, mas Jesus afirmou que somente quando conhecessem o Filho é que experimentariam a verdadeira libertação. Quando temos consciência do que nos aprisiona, nos impede de viver de forma livre e de experimentar do melhor e termos opção de fazer escolhas, então buscaremos a libertação.

Somos escravos de algo? Tem alguma coisa que nos aprisiona? Tem algo que nos impede de experimentar de forma plena a total liberdade apregoada por Jesus? Estamos presos às nossas limitações, pensamentos, atitudes? Na maioria das vezes respondemos que somos livres, que Deus nos fez livres, mas somos de fato?

Precisamos reconhecer e identificar que a pior escravidão é a cegueira, cegueira que nos limita. Jesus prometeu libertação àqueles que O conhecessem. Compreendemos que Ele é o Salvador, que morreu em nosso lugar, e que é o caminho a verdade e a vida. Mas, conhecemos e nos pomos a conhecer o Senhor, Seu amor e Sua natureza? Fazemos como Paulo fez: corrermos a carreira proposta, em chegar ao conhecimento do Senhor, em tê-Lo como exemplo e modelo para as nossas vidas? Ou achamos que o que fizemos já é suficiente?

Vamos meditar um pouco e pensar o quanto ainda somos escravos do pecado. Pecado, não o aspecto de matar, roubar, mas pecado ou qualquer atitude que seja contrária à natureza de Deus.

Compreendemos ou buscamos compreender a limitação das pessoas e nos colocamos em ajudá-las na jornada a elas propostas, ou simplesmente vivemos a criticá-las quando falham? Estamos sendo preconceituosos? Fazemos acepção de pessoas? Compreendemos o que significa ser preconceituoso ou fazer acepção de pessoas? As tratamos com igualdade? Pensamos que os iguais têm que estar juntos, ou seja, ricos com ricos, pobres com pobres, cultos com cultos, ignorantes com ignorantes? Achamos que por ter mais estudo somos melhores que aqueles que não sabem ler e tem dificuldade para absorver conhecimento? Estamos dando ênfase em nossas atitudes diante das situações que vivenciamos.

Achamos que somos melhores, que buscamos mais o Senhor que outras pessoas? Achamos que estamos mais preparados que outras para exercer as funções? Agimos dando preferência a uns em detrimento de outros? Somos capazes de reservar lugares especiais para “pessoas especiais” em nossa casa, ou no lugar de culto? As pessoas que estão a nosso serviço sentam a mesa conosco, ou primeiro comemos, depois elas comem? São elas membros do corpo de Cristo? Não são “irmãos”? E se não são irmãos, de onde tiramos a idéia que devemos separar? Foi de nosso mestre? Não sendo Ele Rei, Senhor e mestre, não se assentava com os publicanos e pecadores, ou seja, com a escória da sociedade de sua época?

Ser livre é conhecer o Senhor, é compreender a Sua forma de pensar, Sua natureza, e se colocar no mesmo padrão de atitude, aprendizagem após aprendizagem, e compreendermos que ser livres é não estar presos ao conceito humano, mas de Deus.