Servos de Deus

Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;” (Romanos 6:22, BEARA)

Vamos meditar um pouco, pensar nos motivos de nossas ações, ou melhor, por que fazemos certas coisas? Por que todos aos domingos vamos ao salão orar, cantar, ouvir a Palavra? Ou por que vamos, mas chegamos atrasados? O que nos motiva a fazermos isso? Como é nossa vida além do culto, da missa? O que fazemos? O que pensamos ou desejamos? Onde estamos colocando o nosso coração?

Precisamos entender que não existe vida fora de Deus. Estamos debaixo do jugo de Cristo ou do jugo do pecado. Qual delas escolhemos? A quem temos submetido as nossas vidas?

Fazemos as coisas “religiosas” para cumprir um ritual e ter alívio de consciência, pensando que se aceitarmos Jesus está resolvido o “nosso problema”. Quem é Senhor de nossas vidas? A vontade de Deus, ou os nossos desejos que nos guiam desgovernadamente na busca ansiosa de ver os nossos desejos atendidos, de riqueza, de reconhecimento?  Queremos fama para nos beneficiar, sermos reconhecidos? Queremos que as pessoas saibam quem somos? Queremos posição, queremos ser amigos do rei, melhor, de quem governa, de quem detém o poder?

Precisamos entender, não existe “meio” filho de Deus, não existe “meio” cristão, não existe “meio” servo, não existe “meia” dedicação. Ou somos cem por cento de Jesus, e servo de Deus, ou temos o nosso coração cem por cento no mundo, nos pensamentos do mundo. Quando a igreja de Laodicéia foi repreendida, foi justamente por achar que poderia ser “morna”, ou seja, nem quente e nem fria, pois era “meio” fria, mas também, “meio” quente. O Senhor Jesus não aceita pessoas pela metade, isto não existe. É pensamento do mundo, e pensamento carnal achar que podemos ser “mais ou menos”.

Ser servo, ser de Jesus, ser filho de Deus, é ser cem por cento de Deus, é pôr a Sua vontade em primeiro lugar, é colocar o Seu plano em primeiro lugar. É se preocupar com o reino e com as coisas do reino em primeiro lugar. O importante é revelar a glória de Deus, por isso buscamos a santificação, não para nós, para sermos reconhecidos, mas para que Deus seja reconhecido em nós, e assim possa a nossa vida santificar outras pessoas e as levarem ao pleno conhecimento de Deus.

Igreja não é o lugar onde nos reunimos, não é o salão cheio e cadeiras. Igreja é a comunidade dos santos que tem um único objetivo a manifestação, a revelação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador. É através da igreja, da união dos membros, união trazida pelo Espírito que o mundo irá conhecer a Jesus como Senhor. Não podemos viver “meia” vida de igreja. Temos de viver a vida de igreja por completo. Precisamos olhar para o alvo, olhar para Jesus como modelo a ser seguido. Precisamos colocar este objetivo em nossas vidas, pois se assim o fizermos, a vontade de Deus será realizada através de nossas vidas, pois seremos servos fiéis. Ao fazermos isso, se seremos ricos ou pobres, reconhecidos ou não, famosos ou não, com emprego ou sem, não importa. O que importa é que a vontade de Deus estará sendo realizada, através de nossas vidas individualmente e através da revelação de nossa união como igreja, como membros do corpo de Cristo.

Fomos chamados à liberdade, não para dar ocasião a carne, não para fazermos a nossa vontade, mas para vivermos como servos de Deus, como filhos amados, que têm um único objetivo, ver a glória de nosso Senhor e de nosso Deus revelada através do corpo que é a igreja. Sejamos servos de Deus, sejamos filhos, cem por cento filhos de Deus.