“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência.” (Tiago 1:22-24, BEARA)
Precisamos estar atentos e vigilantes todo o tempo, meditar sobre nossas atitudes, como temos agido diante do Senhor, dos irmãos, da igreja, o corpo de Cristo.
Não podemos deixar que a nossa consciência fique anestesiada e não deixarmos de julgar as coisas à luz da palavra de Deus, deixando de ser praticantes da palavra, mas somente ouvintes, religiosos, que conhecem a teoria, têm o conhecimento; mas não transformam o conhecimento recebido em atitudes e ações que revelam a verdadeira natureza de Deus que nos foi dada no novo nascimento.
Não podemos nos tornar somente “culteiros” (pessoas que vão ao culto para aliviar a consciência, mas que não buscam uma comunhão permanente com Deus e com os irmãos), ou os “ceieiros” (pessoas que só vão ao culto nos dias de ceia, como se houvesse algo especial no pão e no fruto da vide, que tomamos. Esquecendo que o significado da ceia, é o relacionamento dos membros do corpo de Cristo. Pois comer e beber sem discernir o corpo, o faz juízo para si – 1 co 11:29). Precisamos compreender que Deus, e o nosso Senhor Jesus, não estão buscando religiosos, ou seja, pessoas que fazem sacrifícios ou praticam ações para obter alguma recompensa do Senhor.
O que precisamos entender que ser praticamente da palavra é viver o relacionamento de forma pura, em todo o momento, estar orando, e em toda a situação, estar refletindo sobre a glória do Senhor, sobre o que estamos fazendo, não como indivíduo, mas como corpo, e como membro de um corpo. Deus não nos chamou para a individualidade, para agirmos como se bastasse, somente eu e Deus. Este não é o plano do Senhor Jesus e nem foi a sua oração em João 17.
Ser praticante da palavra é saber que: mentir, roubar, enganar, ser hipócrita, fazer acepção de pessoas, ser leviano, desrespeitar, são transgressões contra a natureza de Deus, e deixar de praticar tudo que seja contrário a esta natureza. Deixar de praticar não porque há condenação, mas sim, porque está em Cristo, e quem está em Cristo é nova criatura, e recebeu da natureza de Deus, e se recebeu desta natureza, tem que revelá-la por ser do Pai e por ter o Espírito Santo habitando, no seu corpo que é o Templo do Espírito.
O praticante sabe que tem que viver vida de corpo, pois não se vive com Deus sozinho. A nossa expressão de amor a Deus se revela através do amor que temos para com os irmãos, para com o próximo que de nós necessita. É revelar no relacionamento o perdão, a paciência, a longanimidade, a temperança, a compaixão. Pois viver como corpo não é fácil para a natureza terrena, mas é suportável para quem é filho, para quem busca a vontade do Pai, pois sabe que a vontade do Pai é mais importante que qualquer outra coisa e assim como o Senhor Jesus tem um único objetivo: ver a vontade do Pai revelada no mundo, em detrimento de qualquer interesse pessoal.