Sede sal – ser o maior no reino

“Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.” (Mateus 18:1-3, BEARA)

Por que insistimos em um reino de Deus diferente do preconizado por Jesus? Por que continuamos, embora pregando diferente, a viver um reino de Deus segundo o coração do homem, segundo a vontade do homem, segundo a sua natureza, e não segundo o princípio e natureza de Deus? Por que não vivemos igreja conforme o ensinamento de Jesus?

Falamos de amor, de unidade, de servir. Pregamos e insistimos nesse pontos. Sabemos que temos que honrar uns aos outros, que devemos nos submeter uns aos outros, que somos membros uns dos outros; mas na prática, o que fazemos? Sim, pregamos amor, mas desde que seja conforme pregramos, falamos de servir, mas desde que seja conforme a nossa vontade e nosso desejo. Falamos de união, mas desde que pensem conforme nós pensamos.

Onde está o aceitar uns aos outros? Onde fica o aprender a ouvir e a compreender uns aos outros, a respeitar a debilidade dos fracos, o acolher a todos? A não julgar? A não achar que somos melhores?

O que vemos em nossos dias? Pessoas que falam do mesmo Deus, que falam da sua graça, do seu amor, da sua bondade, misericórdia; mas que não são capazes de viver segundo o mesmo princípio e natureza desse Deus que dizem crer? Por que sempre achamos que somos melhores? Por que achamos que sempre estamos certos? Por que achamos que sempre do nosso jeito é melhor do que de todos os outros? E que somente nós temos a verdade?

Qual é mais fácil? Juntar as pessoas que são semelhantes a nós ou juntarmos a quem pensa diferente de nós? Não estamos discutindo princípios, mas sim, filosofias, coisas que não fazem diferença no corpo de Cristo. Discutimos opinião, não da essência, mas de aparências. Nos separamos não por causa da mensagem da salvação, da soberania de Deus, da sua graça e misericórdia. Mas nos separamos por causa de diferenças de opinião, de desejarmos que a nossa opinião prevaleça. Fica um ponto que sempre devemos nos perguntar: faz diferença? Justifica? Ou devemos abrir mão do que pensamos do que desejamos em favor do reino de Deus, da união do corpo? E da vontade de nosso Senhor Jesus e do Pai quanto a unidade?

Jesus disse que precisaríamos de converter e nos tornar como crianças. A conversão é a mudança de atitude, e o dar a guinada completa em nossas vidas. Antes caminhávamos para a morte, para a separação de Deus, para o viver a nossa vontade, para o realizar de nosso querer. Agora, nos voltamos para Deus, para viver a sua vontade, morremos para nós mesmos para viver a vontade de Deus, ou não é esse o princípio da conversão?  E como criança: Elas podem discutir, podem brigar, mas estão sempre juntas. Querem, independente da situação continuarem juntas. Não importa o pensamento e a opinião de cada uma, mas sim, o continuar juntas sem maldade, sem segundas intenções. Por que não podemos fazer da mesma forma. Por que não conseguimos abrir mão do que pensamos, do que desejamos em favor de algo maior que é a vontade de nosso Deus, a unidade do corpo?

Se o nosso desejo é servir a Deus, devemos serví-lo da forma como Ele deseja e não como pensamos, não segundo os nosso pensamentos e nossa vontade. Mas trabalhando na mesma direção que Ele, nos sujeitando e obedecendo a sua palavra, tendo um coração purificado de toda a maldade, sujeitando uns aos outros, reconhecendo e servindo uns aos outros. Orando uns pelos outros, cuindando uns dos outros. Sendo capaz de compreender a limitação uns dos outros e desejando ardentemente que Deus possa trazer todo o entendimento e compreensão de sua vontade e do seu coração para cada um. A vontade do Pai é mais importante.