É comum cânticos de louvor, adoração ou clamor e ouvirmos em orações conduzidas o apelo para que Deus mostre a Sua glória, ou pedindo que apareça ao seu povo, que se revele, como se fosse algo externo, lembrando muito o que pode ser observado no velho testamento, quando Salomão orou, e muitos outros que a glória do Senhor encheu o templo. Ficamos muitas vezes esperando algo sobrenatural ocorrer onde estamos, como uma luz ou uma nuvem que preencha o lugar, ou línguas de fogo sobre as pessoas como foi no dia de pentecostes. Tomamos muito ainda da simbologia usada no velho testamento para prender, dar significado às pessoas, ensinando-as a serem religiosas e não verdadeiros adoradores que adoram ao Pai em espírito e em verdade.
Na nova aliança, em Cristo Jesus, as coisas velhas já se passaram, a realidade é outra, não podemos viver a nova aliança com resquícios da velha; pois a mesma era sombra da nova.
Precisamos entender que o templo somos nós, não eu somente e nem os prédios que denominamos de igreja, nós, sim, cada um é membro do corpo, cada um é membro da igreja, e no corpo, o agrupamento destes é que dá sentido. Ser membro do corpo é desempenhar a sua função de forma como o Espírito Santo deseja. Nosso objetivo é compreender que a realidade é outra e como tal, temos que viver como ela e não tomando emprestado dos recursos da velha aliança.
Primeiro: em Cristo somos feitos novas criaturas, recebemos da natureza de Deus, e fomos feitos Seus filhos. E por sermos filhos temos que viver segundo esta nova natureza, fazendo morrer a velha natureza terrena.
Segundo: Precisamos compreender que em Deus não existe um maior que o outro (o Pai não está acima do Filho e este acima do Espírito Santo), há união, onde há submissão de um ao outro, e assim, nós precisamos viver, e precisamos compreender conforme a oração de Jesus em João 17 (leia a oração de Jesus ao Pai). Precisamos ser um, uns com os outros e um com o Pai, com o Filho, e deixarmos que o Espírito Santo nos conduza para que o mundo conheça que Jesus é Senhor e Salvador.
Terceiro: a glória do Senhor, o reino de Deus, a Sua vontade, não se revela em algo externo a nós, mas em e através de nós. Somente quando compreendemos isso, é que permitiremos Deus operar em nossas vidas. Ele, em cada tribulação, dificuldade, não está nos punindo, mas sim, nos educando, ensinando, para crescermos e compreendermos a Sua graça, plano e propósito para nós, aprendermos a confiar em nosso Deus, mas principalmente, para aprendermos a viver como Ele vive. Não sou “eu”, mas sim “nós”, não minha vontade, mas a de todos, de forma que a natureza, a glória de Deus se revele ao mundo através da igreja, o corpo de Cristo.
A igreja não é um ajuntamento de pessoas, dirigida por um ou um grupo de homens que a governam, mas sim, um corpo, conduzido por Cristo, segundo a vontade do Pai, onde todos têm um papel para a edificação, cujo objetivo é liderar, para conduzir a todos ao crescimento, amadurecimento, e ao conhecimento pleno de Cristo e a revelação da glória de Deus, a todo o mundo, através de nós, não individualmente. A Igreja completa a Cristo e Este completa todas as coisas conforme o Plano de nosso Deus (Efésio 1:23), e todo o governo é realizado através do amor, amor que procede de Deus, derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. Quando deixamos a natureza de Deus reinar em nossas vidas, fazendo a natureza terrena morrer, então viveremos segundo o coração do Senhor, e a sua glória se revelará através da igreja, o corpo de Cristo.
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