Paulo falando ao povo de Atenas afirma o seguinte, frente a idolatria neste local: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens.” (Atos 17:24, BEARC).
Mesmo Paulo tendo falado isto; por que nós ainda insistimos em fazer ao contrário disto? Por que ainda gastamos esforço, recurso, recurso precioso e limitados na construção de prédios, locais de reunião, revestimos com o melhor, dispendemos tempo, energia no que é temporário? Precisamo entender que necessitamos de local para reuniões maiores, para momento de confraternização; mas precisamos de prédios? Precisamos dispender recurso escasso no que não é eterno?
Quando gastamos em um prédio para duzentas, trezentas pessoas se reunirem de forma relativamente confortável? Quinhentos mil reais? E para um local para setecentas pessoas? Um milhão de reais. Isto para termos um piso bonito, cadeiras relativamente simples, um palco bonito e um som bom. Agora, o que levaremos disto para eternidade?
No mundo as empresas fazem análise de custo benefício com relação a investimento, e nós, que conhecemos a verdade, que sabemos que Deus não habita em prédios, que não prioriza nada deste mundo; por que não fazemos a mesma análise? Por que insistimos em dispender recurso no que irá ser destruido e irá acabar? Por que não somos capazes de criar cultura e valores do reino que priorizam o que é importante como: vidas, salvação, restauração, reconciliação dos homens com Deus? Com um investimento deste quantas pessoas somos capazes de manter em outros locais para realizar plantação de novas igrejas?
Precisamos rever nossos valores, precisamos fazer a contabilidade e a análise de custo benefício fundamentados na contabilidade de Deus. Avaliar se as obras, a energia que gastamos estão de fato alinhadas com as prioridades de nosso Senhor.
Construimos prédios porque temos incentivado uma cultura e valores voltado para pessoas. Focamos neste tipo de investimento para demonstrar a nossa importância, e o quanto as pessoas desejam estar conosco. Não incentivamos uma vida de serviço para com os outros, não incentivamos que não importa quem, mas sim, como é feito, o testemunho, a vida e o exemplo dado. Não ensinamos compromisso com o reino; mas sim, compromisso que não traduzem as prioridades do reino.
Construímos prédios para serem utilizados por quantos, por quanto tempo em uma semana? Qual a aplicação do recurso que foi empregado? Usamos uma vez por semana, quiçá duas; não mais que duas horas para cada evento? Se é assim, o retorno tem sido extremamente baixo.
Eregimos prédios grandes, para abrigar muitas pessoas; mas não entendemos que o reino de Deus não é para aglomerações, mas sim, para comunhão, e que não adiante termos um grande número de pessoas; mas precisamso sim, ter um número que permita a comunhão, o conhecimento um do outro. Quando conhecemos, então somos capazes de compadecer, de ajudar, de andar junto, de apoiar quando necessita. Agora, quando o outro não é “conhecido”; não somos capazes de nos compadecer, de ser um apoio. Ele somente será um estranho para nós, mesmo que professe a mesma fé.
Vamos repensar o que temos feito e a forma como temos feito. Vamos priorizar o que é importante, da forma que é importante e prioritária para o nosso Deus e para a glória do seu nome. Vamos limitar o tamanho de nosso grupo, a quantidade de pessoas que podemos compartilhar, dividir, ajudar, apoiar e expressar amor, graça e a vida de Deus. O importante não é a quantidade de pessoas; mas sim, pessoas que aprendam a amar e a honrar a Deus por meio de suas vidas, que sejam templos, morada do Deus altíssimo.