A obra é de Deus e realizada por ele

Naquela noite, o rei não pôde dormir; então, mandou trazer o Livro dos Feitos Memoráveis, e nele se leu diante do rei. Achou-se escrito que Mordecai é quem havia denunciado a Bigtã e a Teres, os dois eunucos do rei, guardas da porta, que tinham procurado matar o rei Assuero. Então, disse o rei: Que honras e distinções se deram a Mordecai por isso? Nada lhe foi conferido, responderam os servos do rei que o serviam.” (Ester 6:1-3, RA Strong). “Contou Hamã a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos tudo quanto lhe tinha sucedido. Então, os seus sábios e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se Mordecai, perante o qual já começaste a cair, é da descendência dos judeus, não prevalecerás contra ele; antes, certamente, cairás diante dele. Falavam estes ainda com ele quando chegaram os eunucos do rei e apressadamente levaram Hamã ao banquete que Ester preparara.” (Ester 6:13-14, RA Strong).

Nesta história do povo de Israel podemos observar claramente o agir e o mover de Deus de forma tão especial em favor deste povo, por isso este livro deve ser lido e devemos meditar sobre a maneira de operar de nosso Deus. Muitas vezes queremos ser o cabeça, o arquiteto de tudo. Agimos como se fôssemos o próprio Deus, os donos da obra, da ação ou do que tem para ser feito, esquecendo a maneira de Deus agir, do seu realizar e lembrar que ele é o dono da obra; nós,instrumetnos para revelar a sua vontade.

Foi por acaso que Ester foi levada a condição de rainha? Foi por acaso que o rei Assuero ficou sem sono e leu os livros de feito memoráreis, e foi por acaso que se leu sobre os feitos memoráveis de Mordecai? Quem agiu em favor do povo Judeu? Foi Estér? Foi Mordecai? Foi da vontade do rei Assuero? Não, eles foram instrumentos para realizar a vontade de Deus.

Nós, muitas vezes, no realizar do nosso papel, como líderes, entendemos mal o que devemos fazre. Queremos ser chefes, queremos ser aqueles que determinam o que e como deve ser feito. Agimos, usando de artifícios e artimanhas de homens para dominar as pessoas para que façam o que achamos ser da vontade de Deus. Esquecemos que o papel de líder ser exemplo para o rebanho.

Como líderes que somos, e todos nós devemos nos considerar como líderes; pois temos de ser exemplo uns para com os outros, precisamos entender que a maneira de Deus operar e realizar a sua vontade é muito diferente do que pensamos ou compreendemos. A obra, o convencimento, o realizar é do Espírito Santo que  convence, mostrando e ensinando a vontade do Pai. O grande orquestrador de tudo que tem que ser feito, não parte da vontade humana e nem do querer humano; mas de Deus, e revelado pelo Espírito a cada um, a cada membro do corpo. Isto através de uns para com o outros, no ensinamento, do exemplo, de uma palavra de testificação, e dentre tantas outras maneiras de Deus operar.

Precisamos parar de achar que somos responsáveis por determinar o que será feito e como será feito. Não estamos no corpo para isso, e sim, que somos membros, como qualquer outro e como tais, devemos realizar e fazer o que o Espírito nos conduz. Nosso papel não está além disto. O convencimento, a mudança de atitude vem com o nosso exemplo, com a nossa atitude de vida, mas principalemente pelo operar do Espírito na vida de cada um, levando cada membro a compreender o seu papel e realizar o que lhe atribuído fazer.

Não somos nós que convencemos as pessoas e nem capazes levar a mudança de atitude. Podemos, sim, exercer influência, pelo exemplo, pelo bom testemunho de obras e é isto que Deus usa para convencer cada um a se oferecer  a ele como instrumento para o realizar do seu querer. Assim como Deus moveu cada um para realizar o seu papel em favor do povo judeu, assim, ele usa cada um de nós, em cada etapa da jornada para que o corpo cresça, amadureça e se reproduza, conforme a sua vontade. Lembremos sempre, somos instrumentos, somos membros, não os donos da igreja, do corpo de Cristo. Nosso papel é sermos exemplo e trazermos a admoestação e o ensinamento que o Espírito nos conduz a fazer.