A forma de Deus operar

Então, se levantaram os cabeças de famílias de Judá e de Benjamim, e os sacerdotes, e os levitas, com todos aqueles cujo espírito Deus despertou, para subirem a edificar a Casa do Senhor, a qual está em Jerusalém.” (Esdras 1:5, BEARA). “Segundo os seus recursos, deram para o tesouro da obra, em ouro, sessenta e um mil daricos, e, em prata, cinco mil arráteis, e cem vestes sacerdotais. ” (Esdras 2:69, BEARA). “Porém os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, de maneira que não foram obrigados a parar, até que o assunto chegasse a Dario, e viesse resposta por carta sobre isso. ” (Esdras 5:5, BEARA).

Quando há uma obra para ser realizada, que seja da vontade de Deus, muitas vezes queremos que a multidão se envolva, que todos estejam imbuídos de fazer e cumprir aquilo que Deus nos chamou para fazer. Quando não há o envolvimento, quando não há o comprometimento das pessoas com o que temos o entendimento, muitas vezes desanimamos e não perserveramos em cumprir o desejo de Deus.

Precisamos entender a forma de Deus realizar a sua vontade, a maneira como atua. Precisamos entender que Deus, o nosso Deus, não pensa como mundo. Os seus pensamentos são mais altos, seus planos são mais altos, e mais; tudo o que faz, ele faz, de forma que haja a revelação clara que a obra é sua.

Para a resconstrução do templo em Jerusalém foram todos os judeus que estavam no exílio chamados? Não, somente aqueles que o Espírito de Deus tocou. Estranho, não? Não seria melhor se todos se empenhassem, não teria a obra sido realizada de forma mais rápida? Não haveria recursos de forma abundante? Não haveríam braços suficientes? Mas não, o que faz Deus? Toca somente alguns.

Isto tudo por que? Para que cada um de nós aprendamos uma coisa: o provimento, a força, e o poder provêm de Deus e reconheçamos isso. Quantas vezes Deus demonstra isso ao povo de Israel e a nós mesmos no nosso dia a dia.

Recebemos o chamado para fazer algo, mas o que queremos? Que todos se envolvam, que todos participem, mas o que Deus faz, somente alguns, para que não haja o orgulho, para que não haja o pensar que a obra foi realizada graças a atuação de um ou outro. Assim Deus faz, para que reconheçamos que a obra é dele, não nossa.

Vejamos a vida de Paulo e Barnabé, foram muitos, não, poucos, saíram guiados pelo Espírito. Iam a onde o Espírito os dirigia. Faziam o que o Espírito determinava, e assim plantaram e levaram o evangelho por todo uma civilização. Paulo muitas vezes queria pregar e evangelizar, o que Deus fazia? Mantinha o preso. Mas por que? Simplesmente para que escrevesse as cartas para as igrejas. Ele tinha idéia do impacto que as suas cartas teríam por gerações e por mais de dois mil anos? Sabia ele que as suas cartas chegariam até nós e que elas seriam muito úteis a nós hoje? Foram as cartas escritas por causa das igrejas na sua época? Sim, foram, mas muito mais para assegurar o plano e a vontade de Deus quanto a Igreja na revelação da sua glória até o presente século.

Precisamos entender que Deus não é um Deus de multidão, de volumes, sim, ele alcança o mundo, mas de forma que não haja o orgulho no coração do homem, acreditando ser ele o responsável pela obra de Deus. O que fazemos hoje, pequenas coisas, mas debaixo da vontade de Deus, será refletido quando? Temos ideia? Não. O que precisamos fazer, quando compreendemos que é para fazermos algo? Perseverar em fazer; mesmo que não entendamos o motivo, a razão e o porque de fazermos. Precisamos obedecer ao Espírito de Deus. Precisamos realizar a vontade do Pai.

É para evangelizarmos uma família, façamos. É para ensinarmos um pessoa, façamos. O que Deus irá fazer? Não importa. Que fruto será gerado disto? Não faz diferença. Será a semente para alcançar milhões? Quem sabe? Deixe a obra de Deus com Deus, façamos o que ele nos determina para fazermos, hoje, agora, façamos com aqueles que tem disponibilizado e com os recursos disponibilizados. Deus levanta pessoas e recursos para cumprir a sua vontade, não nós.