“Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer;” (João 17:4, BEARA)
Jesus no evangelho de João expressa de forma contudente o que seja glorificar em fato e em verdade ao nosso Deus. O Pai procura verdadeiro adoradores, adoradores que o adorem em espírito e em verdade, mas o que é adorá-lo desta forma?
Adoramos a Deus quando estamos cantando? Quando no culto nos colocamos de joelhos e proclamamos o seu nome e a sua majestade? Sim, estas são expressões e atos que glorificam a Deus; mas o verdadeiro ato de glorificá-lo está resumido nas palavras do Senhor Jesus: “consumar a obra que me confiaste”.
Como glorificamos a Deus? Que obra ele nos confiou para fazer? Estamos fazendo a sua obra? Se não sabemos que obra ele nos confiou e se não a estamos fazendo, então, nossas palavras, são palavras jogadas ao vento, e não expressão do verdadeiro ato de glorificar ao Pai.
A obra a nós confiada foi levar o seu reino a todos os cantos do mundo, ou seja, a grande comissão; mas de que forma? Simplesmente abrindo “igrejas”, pregando a palavra e falando da misericórdia e graça de Deus? Não, a verdadeira obra que devemos realizar está expressa na oração de Jesus. Nesta oração ele pede ao Pai para que sejamos um; um com ele e com o Pai; mas também, um uns com os outros. Quando fôssemos um, então o mundo o conheceria como Senhor e Salvador. Para sermos um, deve haver a expressão do amor de Deus em cada vida, não pode haver unidade sem o amor de Deus que é derramado em nossas vidas; não pode haver manifestação de unidade, quando o que impera em cada vida é o orgulho, a falta de perdão, a inveja e a cobiça. Não pode haver unidade, quando o desejo de cada coração é ser destaque, é ser o maior, é ser o reconhecido conforme os olhos do mundo.
Somente através do amor de Deus, da sua graça que é derramada de forma abundante, somos capazes de subjugar o nosso orgulho, de enterrar a nossa inveja, arrogância e prepotência, como nos mover na direção do outro para que haja a reconciliação, o perdão e a manifestação do amor de Deus.
Glorificamos a Deus não pelas obras que fazemos conforme achamos que deve ser feita; mas glorificamos a Deus, quando nos colocamos com o mesmo sentimento e atitude de Jesus; para fazer o que seja da vontade do Pai. Quando esvaziamos de nós mesmos, quando fazemos morrer a natureza humana; para que a vida de Deus se revele através de nós, no realizar a obra que Deus deseja que façamos.
Expandir o reino, levar o reino a todos os cantos; deve ser feito, antes de mais nada, com um espírito de submissão, de dependência e de reconhecimento da forma de Deus agir e operar.
Glorificamos a Deus quando agimos da mesma maneira, revelando os mesmos sentimentos e movendo no sentido de quebrar e derrumar todas as barreiras humanas, de destruir tudo que tenha procedência no coração humana e na sua natureza. Não glorificamos a Deus, quando pregrando, louvando e orando, fazendo por muitas horas, quando em nosso coração existe o orgulho, a hipocrisia, a falsidade, a desonestinadade, a inveja, cobiça.
Uma só atitude ele espera de nós, e sabe que quando nos colocarmos desta forma diante da sua presença e diante das pessoas, que é com humildade (dependência completa de Deus), subjugando o orgulho e perdoando, é que expressaremos e expandiremos o reino de Deus neste mundo. Não haverá diferença suficiente, não haverá ponto de vista suficientemente diferente que fará com que nos separaremos uns dos outros.
Quando reconheceremos que atitudes que separam nada mais são que a manifestação da carne e da vontade do homem e que nada disso procede de Deus?