“Tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que sabias tudo isto. E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos os utensílios da casa dele perante ti, e tu, e os teus grandes, e as tuas mulheres, e as tuas concubinas bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. Então, da parte dele foi enviada aquela mão que traçou esta escritura.” (Daniel 5:22-24, RA Strong).
Podem estas palavras servir para nós que vivemos na graça? Podemos nós aplicar as mesmas palavras de Daniel ao rei da Babilônia as nossas vidas hoje? Como podemos aplicá-la? É o nosso coração diferente do coração, segundo a natureza humana, do rei da babilônia?
Nas nossas motivações e nas respostas que damos a nós mesmos encontramos o nosso posicionamento e as nossas atitudes perante o Senhor. Nossas motivações, nossos sonhos, nossos objetivos norteiam as nossas atitudes e definem qual o posicionamento que temos tomado diante de nosso Deus e de nosso Senhor Jesus.
Temos nos humilhado perante o Senhor? Reconhecemos a nossa total dependência, confiamos e esperamos nele, ou agimos pelas nossas próprias mãos? Temos deixado ser moldado pelo operar do Espírito em nossas vidas ou temos sido rebeldes as palavras de nosso Senhor Jesus?
Em quem e no que temos depositado a nossa confiança? Confiamos em nosso trabalho, na nossa força, no nosso conhecimento? Nos consideramos bons os suficientes que não nos faltará trabalho? Confiamos em nossa argumentação? No entendimento que temos das coisas? Em nossas economias e no nosso esforço como provedor das coisas? Se asism temos agido, estes itens são os nossos deuses a quem temos glorificado, a quem temos honrado e a quem temos servido. Somente se agirmos diferente, mesmo tendo tudo, mas considerando como não tendo nada. Somente esperando no Senhor, e não confiando em nós mesmos ou em nossa capacidade é que estamos honrando, nos humilhando e esperando em Deus, nosso Salvador. São nestas pequenas coisas que podemos observar e identificar o quanto a nossa postura é semelhante ou diferente do rei da Babilônia.
Se achamos que somos melhores que as outras pessoas, se achamos que temos feito mais que os outros, se achamos que temos servido a Deus bem, enquanto que os outros não estão fazendo “nada”, então não estamos agindo com humildade e sim, com arrogância e nos consideramos melhores que os outros. Quando assim fazemos então, não estamos glorificando a Deus e nem seguindo o exemplo de nosso Senhor Jesus. Precisamos rever as nossas atitudes, precisamos rever a nossa forma de pensar e nos questionar o tempo todo sobre as motivações e razões de fazermos isso ou aquilo. Se não questionarmos, viveremos uma vida distante do propósito de Deus e do realizar a sua vontade, mesmo que estejamos trabalhando feito condenados para o “reino de Deus”.
Não adianta acharmos que estamos servindo a Deus, não adianta queremos fazer muitas coisas pela força do nosso braço, não adianta nos empenharmos o máximo; o que precisamos fazer é nos disponibilizar, nos humilharmos, esperarmos no Senhor, descansar nele, fazer a obra a medida que o Espírito determina. Se não houver palavra, não fazer é a melhor alternativa, pois indica obediência. Fazer sem compreender e sem ouvir a voz de comando, é desobediência e demonstra arrogância da nossa parte e a confiança em nós mesmos e na força do nosso conhecimento e experiência. Assim como o marasmo significa falta de compromisso, falta de comprometimento com o reino de nosso Senhor. Ter uma vida guiada pelo Espírito é que determina quando devemos esperar e quando devemos agir. Não viver debaixo da obediência ao Espírito nos leva a uma vida fora do propósito de Deus e um andar segundo a natureza humana.