A natureza do pecado

Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações.” (1 João 3:18, NTLH)

Podemos nos perguntar neste momento: o que tem esta passagem da carta de João com o significado do que seja pecado? Precisamos compreender a natureza do pecado, precisamos compreender o que é pecado. Se compreendermos o que é pecado, o príncipe deste mundo, o dominador deste século, não nos enganará com toda a sua astúcia e forma de colocar meias verdades da palavra de Deus e sua vontade.

Precisamos olhar as coisas segundo a natureza de Deus, segundo o que o Senhor nos deu. Se assim o fizermos, aprenderemos a viver e a andar na Sua vontade.

Pergunta: Chupar uma balinha é pecado?

Quando falamos em pecado normalmente pensamos em: não matar, não roubar, não adulterar, não mentir, não deixar de pagar os impostos, não enganar; mas dificilmente pensamos no que seja a natureza do pecado.

Devemos pensar em pecado como qualquer coisa que desagrada a Deus, ou seja, um ato de rebelião quanto Sua natureza, desejo ou essência de Deus. Mas mesmos assim, “chupar uma balinha é pecado?”. A melhor resposta para este questionamento está no princípio, na forma, na atitude ao executar a ação.

Vamos pensar um pouquinho mais: Jesus disse que qualquer homem que olhasse para uma mulher com intenção impura estaria cometendo pecado. Podemos pensar em nossas mentes: mas é tão dura esta palavra! Eu não toquei, eu sequer falei com a pessoa, como pode ser pecado? Como pode ser adultério? É nisto que precisamos ter compreensão, não é o ato, mas o motivo, o princípio, a natureza da ação que importa.

Precisamos compreender que o pecado se origina em nós, nos nossos objetivos, na nossa vontade. Voltemos à bala. Se eu tiver somente uma bala, e uma pessoa necessita, porque ela é diabética, e está com o nível de açúcar baixo no sangue, é fácil para eu decidir, e dar a bala para ela; pois sei, que se não der, ela poderá até mesmo morrer. Mas se tenho uma só bala, a outra pessoa a deseja, e eu, também a quero, mas em vez de repartir, ou em vez de dar, abrir mão do meu desejo em favor desta pessoa, eu estou sendo, egoísta, estou pensando em mim somente. Escondo a bala para chupá-la mais tarde, ou vou até outro lugar para poder chupá-la tranquilamente. Esta atitude não faz parte da natureza de Deus, de nosso Senhor, que abriu mão de quem e do que era, ele se deu em nosso favor.

Quando um homem olhar para uma mulher com intenção impura em seu coração, o que importa, é que ele já cometeu o pecado, a desejou de forma egoísta, para atender as suas necessidades, a tratou como objeto para ser usado e atender a sua natureza humana. É neste princípio que reside o pecado.

Devemos compreender que o pecado, está no princípio, no motivo da ação e não na ação em si. Quando mato alguém, estou pecando não porque tirei a vida, mas o motivo que me levou a fazer (assim como foi com Caim).

Qualquer ato que eu cometa, que eu pense somente em atender o meu desejo egoísta, minha vontade e não no próximo, na necessidade do próximo. Se não quero dividir, se não me preocupo com o que o outro necessita, estou pecando. Por isso o amor é a base de tudo, onde existe o amor de Deus, onde existe ação de atender outro, não há pecado. Se eu penso em mim, em meu desejo e vontade, não nos outros, reside, então, o pecado.