“E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas.” (Marcos 11:25, BEARA). “Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam. Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que tirar a tua capa, deixa-o levar também a túnica; dá a todo o que te pede; e, se alguém levar o que é teu, não entres em demanda. Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles. ” (Lucas 6:27-31, BEARA)
Por que devemos amar os nossos inimigos? Por que devemos perdoar? Por que devemos fazer o bem àquelas pessoas que nos odeiam? Por que bendizer a quem nos maldiz? Por que orar pelos que nos caluniam? Por que não se ofender, não se magoar, não se entristecer ou decepcionar com as atitudes das pessoas? Por que Jesus mandou? Por que temos medo de perder o que Ele nos deu? Por que se não fizemos não seremos salvos?
Necessitamos entender urgentemente certos princípios da vida daqueles que andam com Deus, daqueles que são filhos de Deus, que nasceram de novo, que experimentaram do Pão da vida. Paulo escreveu de forma muito sábia, quando falou aos romanos para transformarem sua maneira de pensar. Somente quando deixarmos de pensar com o coração humano e começarmos a pensar conforme a natureza de Deus é que experimentaremos do melhor do Seu reino em nossas vidas, por isso, ele fala em transformar pela renovação da mente para que possamos experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.
Precisamos compreender o que o Senhor fez na cruz, assimilar de forma profunda, total, sem qualquer chama de dúvida, que na cruz, Cristo, nosso Senhor, nos libertou do império das trevas, de nossa natureza humana, ao morrermos com Ele no novo nascimento. Somos novas criaturas, nascemos do Espírito, temos agora da vida e da natureza de Deus; por isso podemos escolher entre continuar a viver como vivíamos ou fazer as escolhas para viver segundo a vontade de Deus.
Quando perdoamos as pessoas, nós nos liberamos para poder amar, fazer o que for necessário para cada uma das vidas, para que conheçam do amor do Pai. Quando perdoamos e fazemos o bem àqueles que nos fazem mal, os levamos a repensarem, a reverem todo o seu comportamento, nós, como Paulo afirma, amontoaremos brasas vivas nestas cabeças.
Nós só não perdoamos quando queremos manter o que é nosso, quando achamos que temos algum direito e quando deixamos de olhar para o nosso Senhor Jesus. Ele é nosso exemplo de perdão, de compaixão, de misericórdia para com cada um que O cercou. Ele liberou para Pedro que O negou para as pessoas mais humildes, concedeu perdão para todos os discípulos que O abandonaram. Inclusive, Ele liberou perdão até para Judas, quando este O havia traído, ao chamá-lo de “amigo”. Até mesmo para aqueles que O crucificavam, Jesus concedeu perdão. Temos a mesma atitude de Estevão, quando sendo apedrejado, pediu perdão para os seus algozes.
Precisamos compreender que no perdão concedido está a expressão do amor para com todos aqueles que nos magoam, nos decepcionam e nos ferem. No perdão, o Senhor nos ensina o caminho para a libertação para podermos amar a todos que precisam conhecer da Sua graça e amor.