“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” (2 Coríntios 4:7, BEARA)
Quantas vezes nos colocamos diante de Deus, nosso Pai, e do mais profundo sentimento, expressamos que queremos desejamos ardentemente servi-Lo, honrá-Lo e glorificá-Lo de todo o nosso ser? Quantas vezes em eventos, acampamentos assumimos compromissos, fazemos promessas, mas ao voltarmos para o dia a dia quão pouco fazemos do que prometemos? Outro ponto fundamental: queremos as coisas, fazer as coisas, mas do nosso jeito ou do de Deus? Quantas vezes nos colocamos dizendo que Ele não nos usa? E fazemos isso, por que pensamos alto, em ser grandes oradores, grandes pregadores, grandes evangelistas, mas rejeitamos as obras que temos que realizar que são pequenas demais para nós?
Precisamos entender e abrir a nossa mente e compreender que o jeito de Deus não é o nosso, que Ele não age e pensa segundo a nossa natureza humana. Devemos aprender a agir e a pensar conforme a natureza, caráter e coração de nosso Pai. Precisamos sempre nos lembrar no novo nascimento, recebemos um novo coração, uma nova natureza, que o nosso Deus e Pai, através do Espírito Santo, deseja que aprendamos a andar e realizar as coisas segundo este novo coração, a Sua natureza, não como pensamos ou desejamos.
Deus depositou em nossas vidas, (nós que somos o templo do Espírito) o maior tesouro que poderia nos dar que é da Sua vida e natureza. Deus faz isso, porque deseja se relacionar conosco. Não podemos achar, ou mesmo pensar que somos nós que fazemos ou que podemos fazer algo. Devemos nos esvaziar de tudo que seja da natureza e pensamento humano ou que resida qualquer sentimento ou atitude contrária à natureza de nosso Deus. Este processo ocorre conforme Paulo escreveu aos romanos, em sua carta (Rm 12: 1-2). Precisamos mudar a nossa forma de pensar.
A cada passo, a cada aprendizagem, a cada conhecimento e revelação de Deus, devemos mudar e agir segundo aquilo que aprendemos e conhecemos de Deus. Precisamos aprender a ter a mente aberta para ouvir, para compreender cada pessoa, para nos conscientizar de nossas limitações e aprendermos a nos sujeitar a viver na dependência de Deus e darmos ouvido às pequenas coisas que temos que fazer quando o Espírito nos fala. Deus não nos usará para grandes transformações no corpo, se não aprendermos a fazer as pequenas coisas, e a reconhecer que quem realizou e fez foi o Espírito através de nossas vidas, e que somos simplesmente instrumentos para revelar o poder e a glória de Deus.
A primeira mudança e a mais importante é aprendermos a viver na dependência total de Deus (sermos humildes), e ao ouvirmos a voz do Espírito, fazermos conforme determinado. Aprendermos a escolher entre nos comportamos segundo a natureza de Deus ou a natureza humana, em cada momento, em cada situação que vivenciamos. Somente escolheremos a natureza humana, se acharmos que temos algum direito, razão ou importância no processo. Somente faremos conforme a natureza humana, se acharmos que estamos certos, que não somos “bobos”, e que somos alguma coisa e que devemos defender os nossos interesses.
Temos que aprender a morrer para nós, para vivermos segundo o nosso Deus, sermos imitadores de Cristo, e assim, sermos instrumentos úteis ao nosso Pai, para a glória do seu nome.