“Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola: Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então, irás, envergonhado, ocupar o último lugar. Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas. Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado. Disse também ao que o havia convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem e sejas recompensado. Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos. ” (Lucas 14:7-14, BEARA)
Como podemos nos humilhar? As vezes tentamos passar uma aparência de humildade para manipular outras pessoas. Ou pensamos que se humilhar significa se colocar para baixo. As pessoas verdadeiramente humildes se comparam somente a Cristo, enxergam os seus próprios pecados e entendem suas limitações. Por outro lado, quando somos humildes reconhecemos os nossos dons e pontos positivos e estamos prontos para usá-los como Cristo quiser. A humildade não é auto-degradação, não é se sentir como um verme; é uma avaliação e um comprometimento realístico para servir, é compreendermos que a obra não é realizada por nós, pela nossa competência, conhecimento, formação educacional, capacidade de raciocínio, manipulação da palavra ou qualquer outro mecanismo ou método humano; mas, reconhecermos definitivamente, que somos instrumentos, que dependemos do Espírito Santo completamente, e que o crescimento da obra vem do Senhor. Ser humilde é ser capaz de servir a Deus em toda a obra e em toda ação designada pelo Espírito Santo, sendo capazes de servirmos uns aos outros para o crescimento e fortalecimento do corpo. Humildade é reconhecer as nossas e as limitações de cada um que nos cerca, e aprendermos com as deficiências e limitações de cada um em amor.
A humildade é uma das características de todo o cristão, mas especialmente dos líderes. Ser líder e não reconhecer a dependência do Espírito e as limitações dos outros nos leva a um processo de autoritarismo e de determinação para as pessoas: o que e como fazer. E vemos esta atitude de forma especial em Paulo, pois ele demonstrou a verdadeira liderança e a humildade que aprendeu do Senhor. Mesmo que tivesse que escrever cartas duras, ele nunca deixa de reconhecer o melhor das pessoas que faziam parte do corpo. Ele escreveu aos coríntios com dureza, mas a começou de forma especial: “Sempre dou graças a [meu] Deus a vosso respeito, a propósito da sua graça, que vos foi dada em Cristo Jesus; porque, em tudo, fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento; assim como o testemunho de Cristo tem sido confirmado em vós, de maneira que não vos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. ” (1 Coríntios 1:4-9, BEARA)
Ser humilde não é uma atitude que devemos transparecer e usar para manipular, mas para sermos e fazermos parte de nossa natureza, como imitadores e filhos de Deus.