Aprendemos no mundo que o que temos em comum, o que nos atrai são os nossos pontos fortes que podemos desenvolver e é o que nos traz união. Aprendemos que temos que trabalhar o nosso ponto fraco, as nossas divergências para que a fortaleçamos e assim o elo que une as correntes não possa ser quebrado. Em um grupo, o mesmo é medido pelo mais fraco.
E com o nosso Deus, quando falamos de igreja do corpo de Cristo, esta mesma verdade do conhecimento humano se aplica? Não, não se aplica. Precisamos compreender que os valores e critérios de nosso Deus são diferentes dos definidos pela natureza humana que é egoísta. O nosso Deus olha e trabalha as coisas, com conceitos diferentes dos conceitos do mundo.
Precisamos compreender que na igreja, no corpo, o nosso elo mais forte, é o que o mundo considera mais fraco, ou seja, as nossas diferenças, divergências, os motivos que nos afastam uns dos outros para o mundo que é o nosso elo mais fraco, para o nosso Deus é o mais forte. Mas como, podemos nos perguntar? Simples. Quando é que somos fortes? Somente quando somos fracos, pois o poder de Deus se aperfeiçoa em nossas fraquezas. Não é isto que Paulo afirmou em 2 Co 12:9?
Precisamos compreender que as nossas diferenças, opiniões contrárias são para nós o nosso elo mais forte, se andarmos como filhos, segundo a natureza divina e não segundo a humana, pois nestas coisas, seremos capazes de deixar o poder de Deus atuar. Seremos capazes de abrir mão do que pensamos ou da forma que agimos em favor dos outros. Quando assim agimos, deixamos de agir por nós mesmos e permitimos que o poder de Deus, através do Espírito Santo opere em nossas vidas, nos fortalecendo e nos unindo debaixo da mesma fé, da mesma luta, e dos mesmos valores. Valores que são definidos e estabelecidos pelo nosso Deus.
O que consideramos forte, pois são os fatores que nos unem, nestes somos mais fracos, e estes são os que podem nos levar a afastar da verdade do evangelho e da vontade de Deus. Pois somos capazes de confiar em nós mesmos, confiar na carne. Quando confiamos na carne, nos afastamos do princípio básico de uma vida que é aprazível a Deus. Uma vida humilde, pois somente é humilde aquele que reconhece que depende exclusivamente e totalmente de Deus.
Precisamos aprender estas coisas simples do reino de Deus. Quando mais confiarmos em nós, mais seremos incapazes de cumprir a vontade de Deus. Quanto mais quisermos aplicar os conceitos do mundo dentro da igreja, mais estaremos longe do propósito do Senhor. Devemos compreender que Deus não nos chamou para sermos freqüentadores de denominações, para sermos religiosos e para formarmos prosélitos. Ele nos chamou para sermos líderes, para revelar a Sua graça e o Seu amor a todos os homens, inclusive para com aqueles que pensam e agem diferente de nós. Não é para transformarmos as pessoas, discutirmos e mudarmos a sua forma de pensar, mas, unicamente para amarmos, honrarmos estas vidas e glorificar a Deus pela obra que Ele está conduzindo neste coração como conduz no nosso.
Para o reino de Deus, para o bem da igreja, para fortalecimento do corpo, quanto mais divergências, quando mais opiniões diferentes, mais fracos seremos para manter a unidade, mas, mais reconheceremos a nossa dependência do Pai, do conduzir do Espírito, para que o poder de Deus se revele em e através de nós, para que possamos viver, pela unidade e pelo fortalecimento do corpo pelo operar do Espírito Santo de nosso Deus.