“Aconteceu que, estando ele numa das cidades, veio à sua presença um homem coberto de lepra; ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E, no mesmo instante, lhe desapareceu a lepra.” (Lucas 5:12-13, BEARA)
Quantos de nós temos a mesma atitude do Senhor Jesus? Quantos somos capazes de tocar aqueles que necessitam e trazer-lhes a cura? O livrar as pessoas da lepra? Melhor da lepra que assola o ser humano a tantos séculos, que é o pecado?
Precisamos entender o contexto da sociedade, o ato de Jesus tocar o leproso, (que nos parece tão simples) está carregado de tanto amor, misericórdia e graça. Nós como filhos (participantes da natureza de Deus), devemos ter a mesma atitude para com os necessitados em nosso meio. Um leproso na época de Jesus era excluído da sociedade, ele não podia viver com a comunidade, era expulso, tinha que viver longe das pessoas sãs. Era necessário que Jesus tocasse a pessoa para curá-la? Não poderia Ele simplesmente com uma ordem trazer a cura para a pessoa? Poderia como fez o profeta Eliseu com relação ao Naamã, que nem se aproximou e mandou que ele se lavasse no rio?
Por que Jesus tocou o leproso? Por que essa atitude?
Seu ato está carregado de amor, aceitação, cuidado. Seu ato transcende qualquer compreensão da razão humana, pois foi carregado de vida e graça abundante de Deus. Jesus não precisava tocar, mas tocou para demonstrar amor, para demonstrar aceitação. Esta deve ser a nossa atitude para com os rejeitados da sociedade.
Quantas vezes já sentimos repulsa? Quantas vezes já olhamos atravessado? Criticamos, voltamos a cara para aqueles que necessitam? Qual nossa atitude para com o ladrão? Para com o assassino? Para com o rejeitado pela sociedade? Para com aquele que é miserável? Para com os idosos que não tem ninguém que os ouça ou lhes dê atenção? Com as crianças em orfanatos? Rejeitamos, condenamos, isolamos, ou temos a mesma atitude do Senhor?
Como o Senhor afirmou os sãos não necessitam de cura e sim os doentes. Ele não veio compatibilizar com o pensamento do mundo, para se alinhar aos religiosos, Ele veio trazer vida, cura, o reino de Deus para o mundo, para permitir a todos os que necessitam entrar no Seu reino. O reino de Deus não é para os religiosos, para os hipócritas, para os carregados de sofismas e cheios da ciência humana, mas sim, para aqueles que se quebrantam diante do trono da graça, reconhecendo a dependência completa daquele que é o autor da vida.
Jesus disse que os Seus discípulos que aqueles que cressem em seu nome seriam acompanhados de sinais: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados. ” (Marcos 16:17-18, BEARA)
Nós existimos neste mundo para trazer a cura, revelar a misericórdia e o amor de Deus, não para nos auto promover, buscarmos a reconciliação dos que não querem Deus. Devemos buscar as ovelhas perdidas, as vidas que são do Senhor. Temos e devemos mudar as nossas atitudes para com aqueles que o Senhor se demonstrou compassivo, cheio de graça e amor. Temos de ser imitadores de Cristo.