“Por isso eu, que estou preso porque sirvo o Senhor Jesus Cristo, peço a vocês que vivam de uma maneira que esteja de acordo com o que Deus quis quando chamou vocês. Sejam sempre humildes, bem educados e pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam tudo para conservar, por meio da paz que une vocês, a união que o Espírito dá. Há um só corpo, e um só Espírito, e uma só esperança, para a qual Deus chamou vocês. Há um só Senhor, uma só fé e um só batismo. E há somente um Deus e Pai de todos, que é o Senhor de todos, que age por meio de todos e está em todos.” (Efésios 4:1-6, NTLH)
Compreendemos o que seja a unidade? Compreendemos que unidade não é pensarmos e fazermos as mesmas coisas, não é agirmos da mesma maneira, e nem exigir que as pessoas façam o que pensamos ou desejamos; mas sim, sermos capazes de compreender a limitação, o que cada um pensa, e principalmente, usar das diferenças, daquilo que divergimos, aquilo que seria a fraqueza para o mundo, como o nosso ponto forte, o que nos une, onde deixamos a graça de Deus se manifestar para a sua glória. Deixar que a graça se manifeste nestes pontos, que o amor se revele nestes momentos, para que estes sejam o elo mais forte daquilo que nos une. O que nos une não é a nossa vontade, nem nossa competência, mas o Espírito; Ele que nos dá a união. Através da paz, do amor que é derramado em nossos corações somos capazes de suportar e ajudar uns aos outros, como Paulo escreveu: “Ajudem uns aos outros e assim vocês estarão obedecendo à lei de Cristo.” (Gálatas 6:2, NTLH). A lei de Cristo é uma só, o amor. Sem ele não existe paciência, compreensão, compaixão.
Quando compreendemos que há um só Deus, um só Senhor, uma só fé então não existe razão para darmos vazão para os nossos pensamentos, nossos desejos e vontades. Toda a nossa vontade tem de estar sujeita a Cristo. Todo o nosso querer tem de ser regido pelo amor de Cristo. Ele é o nosso exemplo de vida. Abrir mão do que era para fazer a vontade do Pai, por amor a nós. Por que não podemos fazer a mesma coisa? Recebemos da vida, da graça, da natureza de Deus para sermos seus imitadores.
Não encontramos isto na nossa natureza, mas na graça de Deus, por isso, temos que morrer para a nossa natureza terrena, para os nossos desejos e nossa vontade para que o Espírito nos conduza segundo o coração do Senhor.
Viver do modo digno do evangelho, da vocação, é vivermos segundo o amor, em submissão de uns para com os outros, é lutarmos pela união, é abrirmos mão do que pensamos, pela união, crescimento e amadurecimento do corpo. Quando compreendermos que não existe nada mais importante que o crescimento do corpo então entenderemos parte do propósito, da vontade e do coração do Senhor.
Devemos fazer das nossas divergências de opinião, nossas fraquezas perante o mundo o nosso maior ponto forte, aquilo que nos une, pois são nestas fraquezas que a graça de Deus se revela, se nós desejarmos que ela se revele. Pela graça do Senhor, compreendemos que não existe o “eu”, “minha vontade”; mas sim a vontade e desejo do Senhor, somente temos razão de viver e andar, fazendo a Sua vontade, como ato de amor, de submissão a vontade de nosso Deus, como filhos amados.
Fazer tudo pela unidade é cumprir a lei de Cristo: ajudar, amar, respeitar e honrar uns aos outros. Que o Senhor nos dê compreensão da importância da unidade, pois sem ela, não será o Senhor reconhecido no mundo como é o Seu propósito.