O espírito do serviço

Somos oferta, não realizamos serviço

foto por: Pablo Guerrero em Unsplash

Compreendermos o Reino de Deus segundo a perspectiva do Pai é extremanete importante para que não desejemos viver conforme o espírito de serviço, mas, de acordo com o espírito de filhos que somos Nele.

Na parábola do filho pródigo é discutido este aspecto quando o filho mais novo retorna  à casa do pai, e esse oferece uma festa, mas o filho mais velho questiona o pai, como fala em Lucas  no capítulo quinze, nos versículos vinte e nove e trinta: “Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado.” (Lucas 15.29–30, BEARA).

O que o pai lhe responde? Isto podemos ler nos versículos trinta e um e trinta e dois: “Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” (Lucas 15.31–32, BEARA).

Quantos de nós não andamos neste mundo sem compreender que somos filhos de Deus, que recebemos tudo Dele, que temos tudo Nele, que não se trata de um serviço para alcançar e realizar coisa alguma e assim sermos abençoados? Tendo recebido tudo, devemos viver na plenitude de Sua vontade, lançando mão de todas as coisas que nos foram dadas, como despenseiros que somos e participantes do Seu reino, Seus filhos para abençoar a todos os que necessitam.

Precisamos mudar a perspectiva que vivemos o reino, deixando de andar segundo o espírito de serviço e vivermos como filhos e que é nosso papel de revelar o Pai, manifestar a Sua justiça, sermos expressão do Filho no mundo.