Confiar em nós mesmos

Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o Senhor dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor.” (1 Reis 11:1-2, RA Strong). “Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o Senhor, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai.” (1 Reis 11:4, RA Strong). “Pelo que o Senhor se indignou contra Salomão, pois desviara o seu coração do Senhor, Deus de Israel, que duas vezes lhe aparecera. E acerca disso lhe tinha ordenado que não seguisse a outros deuses. Ele, porém, não guardou o que o Senhor lhe ordenara.” (1 Reis 11:9-10, RA Strong).

Temos em Salomão o exemplo do que seja desenvolver confiança em si mesmo e falhar. Nós podemos ter sua vida como exemplo do que não fazer, especialmente quanto a obedecer ao que Deus determina para nós. Precisamos entender que as instruções nos dada não são para o nosso mal ou para cercear-nos de fazer as coisas; mas são para o nosso bem, o melhor para nós.

Salomão em toda a sua sabedoria, com toda a sua experiência, especialmente no que tange a ter encontro pessoal com Deus, teria muito mais condição de não se deixar seduzir. Mas, ele, como nós fazemos, acreditamos que podemos, independente de onde estamos, ou o que estamos fazendo, mantermos a nós mesmos fieis ao Senhor.

Nós menosprezamos Satanás e os seus ardis, nós achamos, temos a arrogância de achar, que somos mais sábios, mais fortes e muito mais capazes de rejeitar as obras deste mundo e não nos sujeitarmos ao pecado. Mas, se desprezamos os fundamentos básicos do que o Senhor nos ensina, de forma alguma poderemos resistir. Precisamos entender que quando achamos que somos capazes de resistir ao pecado é que já estamos cedendo ao mesmo; pois o pecado que nos acomete neste momento é o da arrogância, do achar que somos capazes de algo.

Não podemos nos deixar cair neste tipo de armadilha que nos é apresentada o tempo todo. Se Salomão tivesse obedecido a determinação do Senhor, quanto ao casamento com mulheres estrangeiras, certamente não teria cedido e nem abandonado os retos caminhos estabelecidos por Deus. Da mesma maneira nós queremos ser vitoriosos, mas precisamos compreender os fundamentos de nossa vida. Não podemos confiar em nós mesmos  e permanecermos ou irmos para terremos minados onde poderemos ceder e fazer o que não devemos.

Nós nos achamos fortes, mas quando pensamos que somos fortes então estamos, de fato, fracos. Mas quando achamos que somos fracos, que não podemos resistir, que dependemos de Deus, é então que alcançaremos vitória. Não só isso, mas seremos, como José, capazes de resistir a tentação e fugir do que nos assedia. Como Deus falou com Caim: “o pecado está a porta, cumpre a ti dominá-lo”. Como podemos dominar o que não temos o controle e que não podemos ser vitoriosos, se na carne, somos escravos do pecado. Para dominá-lo, para rejeitá-lo, precisamos de fato, viver uma vida na dependência de Deus; mas não só isso, e sim, tendo a mesma atitude de José, fugindo do pecado; mesmo que tenhamos que da mesma maneira que ele fez, isto é: nu.

Não podemos confiar em nossa inteligênica, em nossa sabedoria, ou mesmo no achar que somos capazes de resistir aos ataques do diabo por nós mesmos; mas sim, podemos quando nos sujeitamos a Deus, quando assim fazemos, então podemos resistir, e esta somente é possível pela dependência de Deus, e por andarmos longe do pecado.

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