O nome escrito no livro da Vida

“Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.” (Apocalipse 20:12, RA Strong). “E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.” (Apocalipse 20:15, RA Strong).

Quando lemos a palavra temos que relacionar o texto com toda a palavra e toda leitura que fazemos e conhecimento e entendimento que temos. Deus, no seu amor e no desejo de provar o nosso coração, faz as coisas de forma especial, para nos mostrar as motivações e os desejos de nosso coração. Ou seja, o que motiva e o que não motiva as nossas ações, que tipo de subterfúgios que estamos usando. Não para ele, não para que conheça a nós; mas para que nós mesmos nos conheçamos e compreendamos quem somos, e assim, nos submetamos a sua vontade, a sua dependência, e principalmente para fazermos morrer a natureza humana.

A palavra vida, referida no “livro da Vida”. Não fala da vida da carne, ou da alma, mas sim, da vida eterna, da vida que provêm de Deus, da vida de Deus que nos é concedida no novo nascimento. Assim como Jesus falou, se não nascer de novo, não podemos ver o reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do espírito é espírito. Importa nascer de novo. Para nascer de novo, implica em arrependimento, em mudança de atitude, em reconhecer na cruz a nossa morte com Cristo, ato que consuma a nossa libertação do poder do pecado e da trevas, do domínio de Satanás. Somente com o novo nascimento é que temos o nosso nome escrito no livro da Vida, pois, é neste momento que nascemos de novo e recebemos da vida de Deus, ou seja, somos reconciliados com o Pai.

Outro ponto, o oposto, se não temos o nome escrito no livro da Vida, o que acontecerá conosco? Como o verso 15 diz, seremos lançados fora da presença de Deus, no lago de fogo. A palavra fala em meio termo, em alternativa? Não! Sem o novo nascimento, sem a morte da carne, não existe salvação, pois sem o fato, o ato de nos tornarmos, por intermédio de Jesus Cristo, filhos, não podemos herdar a salvação que ele preparou para aqueles que creem em seu nome.

Mas quem será julgado? Por que será julgado? Qual a condição para ser julgado? No que seremos julgados?

É neste ponto que entra o aspecto mais importante da vida cristã e que precisamos  compreender. A salvação, o novo nascimento não é o fim em si mesmo; mas o início de uma  nova vida, o primeiro passo de uma jornada que Deus tem preparada para os seus. Talvez nunca compreenderemos todos os mistérios de Deus, e nem teremos toda revelação de sua vontade, somente naquele dia. Mas, depois da nossa reconciliação iniciamos uma jornada para viver o reino de Deus.

E o nosso julgamento está relacionado a esta jornada. Vemos diversas passagem que falam sobre este aspecto e que nos chamam para esta jornada. Paulo fala sobre as obras de cada um, sobre o que constrói sobre o fundamento, ser palha, madeira ou pedra. Ele fala de correr a jornada proposta, que esmurra o seu corpo, e tantas outras. Assim como Pedro fala da santificação, de que recebemos tudo de Deus para uma vida que o agrada, que fomos capacitados. Tiago faz o mesmo, João fala a mesma coisa, e Jesus, no evangelho de João, fala a mesma coisa, de permanecer nele, de obedecer os seus mandamentos, de agir de forma que demonstre o amor por ele.

Como vivemos os nossos dias nesta terra conhecendo a verdade, sabendo o que deveríamos fazer, iremos prestar conta. Estas coisas são as nossas obras de justiça. Vivemos segundo o reino, esmurramos e reduzimos o desejo de nossa carne, fizemos morrer a natureza humana, para que a vontade e vida eterna de Deus se revelasse através de nossos corpos mortais? Ou continuamos a viver como vivíamos no mundo? São estas coisas que demonstram que somos filhos, que amamos e conhecemos a Deus. O nosso julgamento diante do Pai, irá revelar o quanto o amamos e o quanto praticamos os atos de justiça do reino de Deus. Não é para os incrédulos, mas para os que possuem o seu nome escrito no livro da vida.

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